O ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que não tomou vacina contra Covid-19 e, por isso, não houve adulteração em seu cartão de vacinação. Bolsonaro foi alvo de mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira, 3, em ação da Polícia Federal contra inserção de informações falsas nos sistemas do Ministério da Saúde.

Em entrevista na casa que mora, em Brasília, Bolsonaro disse que nunca precisou apresentar o cartão de vacina em lugar nenhum e não adulterou o documento.

“O que eu tenho a dizer a vocês? Eu não tomei a vacina. Uma decisão pessoal minha […]. O cartão de vacina da minha esposa também foi fotografado, ela tomou a vacina nos Estados Unidos, da Janssen. E a outra, minha filha, Laura, de 12 anos, não tomou a vacina também, tem laudo médico no tocante isso”, acrescentou o ex-presidente.

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Na ação realizada na casa do ex-presidente durante a manhã, sob autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro teve o celular apreendido.

Além disso, a PF prendeu o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, e outros cinco suspeitos de ilegalidades. São eles o sargento Luis Marcos dos Reis, que era da equipe de Mauro Cid; o ex-major do Exército Ailton Gonçalves Moraes Barros; o policial militar Max Guilherme, que atuou na segurança presidencial; o militar do Exército Sérgio Cordeiro, que também atuava na proteção pessoal de Bolsonaro; o secretário municipal de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha.