O presidente Jair Bolsonaro (PL) realizou nesta manhã de sexta-feira, 30, uma live de despedida do cargo. Durante a gravação, o futuro ex-governante repetiu críticas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além de ter ensaiado uma possível liderança da oposição, ele ainda condenou atentados terroristas, mas defendeu a manutenção dos atos antidemocráticos pelo país, classificados como “atos pacíficos”.

No último pronunciamento público como Presidente da República, Bolsonaro lamentou o governo de Lula e sinalizou movimentação de oposição. “O quadro que temos pela frente agora, a partir de 1º de janeiro, não é bom. Não é por isso que vamos jogar a toalha, deixar de fazer oposição e de criticar. Deixar de conversar com os seus vizinhos, agora com muito mais propriedade, com muito mais conhecimento”, declarou.

Bolsonaro também disse que o próximo governo de Lula começará “capenga”. “O Brasil não acabará nesse 1º de janeiro, não sucumbirá, acreditem em vocês. Perde-se a batalha, mas não perderemos a guerra”, disse, ainda tecendo críticas indiretas ao processo eleitoral. O alvo dos ataques foi principalmente o processo arquivado por falta de provas pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O presidente ainda aproveitou para se afastar e condenar atos terroristas que aconteceram recentemente, por autores que participaram de protestos bolsonaristas. “Nada justifica essa tentativa de um ato terrorista, aqui em Brasília, na região do aeroporto. Um elemento, que foi pego, graças a Deus, com ideias que não coadunam com qualquer cidadão”, explicou Bolsonaro.

Entretanto, a condenação ficou restrita ao ato específico, uma vez que ele não deixou de inflar e motivar protestos de apoiadores em todo o país, apesar de evitar se ligar ao movimento. “Não participei desse movimento. Eu me recolhi”, afirmou, ressaltando que as manifestações são espontâneas e sem liderança.