Zé Mário Schreiner diz que não será mais “bonzinho” e vai revelar seu candidato a governador na hora adequada
15 agosto 2026 às 21h00

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Quem conhece bem o presidente da Federação da Agricultura do Estado de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner, diz que só toma decisões de maneira racional. No calor das emoções, não se posiciona — só depois de “esfriar” a cabeça.
Zé Mário, como é conhecido, vai apoiar quem para governador de Goiás: o governador Daniel Vilela, do MDB, o senador Wilder Morais, do PL, ou o ex-governador Marconi Perillo?
É preciso examinar duas posições. Primeiro, os indicados por Zé Mário permanecem no governo e apoiando a reeleição de Daniel Vilela. Segundo, o governador não pediu para nenhum dos aliados deixar o governo.
O líder dos produtores rurais tem simpatia por Daniel Vilela. Tanto que lutou, durante meses, para ser o seu vice. O governador era entusiasmado com seu nome (os dois são amigos). Mas a pressão evangélica falou mais forte — daí a indicação de Luiz do Carmo para vice.
Na semana passada, o Jornal Opção conversou com o líder ruralista Renato Ribeiro, do PL. O candidato a deputado disse que Zé Mário poderia apoiar Wilder Morais.
O bonzinho ficou para trás
Ouvido pelo Jornal Opção, numa conversa relativamente tensa mas civilizada, Zé Mário diz que fala por si e não autoriza nenhuma pessoa, como Renato Ribeiro, a divulgar uma opinião que ele não concedeu.
Na conversa com o Jornal Opção, Zé Mário disse que, para definir seu apoio, está ouvindo “todo mundo” (líderes ruralistas e aliados políticos, como Marussa Boldrin; a deputada apoia Daniel Vilela) antes de tomar uma posição. (Na semana passada, ele conversou com Marconi Perillo e sua vice, Jacqueline Zaiden. Tratou-se não de apoio, e sim de receber uma visita.)
“Quando tu [jornalista] quiser ouvir alguma coisa, ouça de minha boca. Eu tô ouvindo todo mundo, conversando, que é minha obrigação como líder classista”, advertiu, entre irritado e educado (trata-se de um gentleman).
Quando será divulgada a posição de Zé Mário? “Vocês vão saber no momento adequado”, frisou, peremptório.
Ante a insistência do repórter, Zé Mário disse, secamente: “O bonzinho ficou para trás. Então, a partir de agora, vou agir de uma forma mais rigorosa”.
A Faeg terá eleição, brevemente, e há dois nomes colocados para a presidência: Armando Rollemberg e Eduardo Veras. Zé Mário terá de optar por um dos nomes — o que tende a gerar desgastes. Não há como agradar todo mundo.
O Jornal Opção ouviu seis produtores rurais, que admiram José Mário, e todos disseram a mesma: “Mais consequente é o apoio de Zé Mário para Daniel Vilela. Até porque, durante todo o ano de 2026, nunca o ouvimos dizer que poderia ser vice de Wilder Morais ou de Marconi Perillo ou que poderia apoiá-los. Mas ouvimos, com frequência, que Daniel Vilela era o melhor candidato”.
Bem, é preciso esperar o posicionamento de Zé Mário, como ele cobrou do repórter. De fato, não se pode falar pelos outros. (Cilas Gontijo)


