Zacharias Calil sobre o isolamento: “Não estamos jogando pra plateia, agimos com dados científicos”

“A letalidade do novo coronavírus é muito grande. Temos responsabilidade com a vida das pessoas. Se quebrarmos a curva do que a rede suporta, vamos nos arrepender”

Em live transmitida em seus perfis nas redes sociais n sexta-feira, 3, o deputado federal Dr. Zacharias Calil (DEM), médico como o governador Ronaldo Caiado, afirmou que as medidas tomadas em Goiás para frear a proliferação do novo coronavírus são necessárias para evitar um colapso na rede de saúde e em outros setores, a exemplo do que se tem visto em outros países. “Não estamos jogando para a plateia, estamos agindo de acordo com dados científicos, com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.”

Dr. Zacharias defendeu a continuidade do isolamento social, que por decreto foi mantido até o dia 20 de abril, com a interrupção de atividades consideradas não essenciais, para evitar outro pico de contaminação, e parabenizou a população goiana por ter colaborado ao ficar em quarentena. “Goiás é o segundo Estado mais disciplinado, a população está entendendo a gravidade do que pode acontecer. A pandemia já é comunitária. E se explodir aqui em Goiás, não será fácil. Esse vírus é muito duro, não respeita classe social, nem poder aquisitivo, nada. Se acontecer um colapso em Goiás, imaginem a complicação”, disse o deputado, ao ressaltar que se o governador não tivesse tomado as medidas, a situação teria chegado ao caos.

Zacharias Calil: responsabilidade do homem público tem de ser grande | Foto: Divulgação

O deputado esclareceu que tem recebido muitas críticas, a exemplo do governador, que é pressionado para que libere a volta de várias atividades, principalmente as industriais e comerciais. “Mas é um risco voltar agora. A letalidade do novo coronavírus é muito grande. Como médico, concordo com o governador. E não é reforçar o ego falarmos que somos médicos, falamos porque temos responsabilidade sobre isso, responsabilidade com a vida das pessoas. Se quebrarmos a curva do que a rede suporta, vamos nos arrepender.”

Ele explicou também a falta de equipamentos, principalmente depois de os Estados Unidos terem adquirido grande volume da China, o principal fornecedor. “A China não vai entregar os produtos que o Brasil comprou. Por isso o governador prorrogou o isolamento social para diminuir a virulência da contaminação. Se tivéssemos os equipamentos de proteção seria mais fácil fazer, de forma gradativa.”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.