Vingança é um prato que se come frio: Marconi não quis aliança com o PT e perdeu até para Luis Cesar Bueno
05 outubro 2026 às 00h34

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Antes da definição das chapas majoritárias, os líderes do PT tentaram convencer Marconi Perillo, do PSDB, a formar uma frente de centro-esquerda.
Rubens Otoni, Olavo Noleto, Luis Cesar Bueno e Delúbio Soares conversaram com o tucano-chefe, que permaneceu irredutível. Não queria composição com a esquerda, porque decidira migrar para a direita, tornando-se bolsonarista.
O PT engoliu o desprezo e lançou Luis Cesar Bueno, um de seus melhores quadros políticos e intelectuais, para governador.
Esquecendo que a direita radical, a bolsonarista, já tinha candidato — Wilder Morais — e que parte substantiva do PL fechara acordo político com o governador Daniel Vilela, do MDB, Marconi Perillo acabou isolado — solamente só.
O resultado da eleição mostra que Marconi Perillo errou, durante toda a campanha — a começar das articulações políticas.
Daniel Vilela ganhou no primeiro turno, Wilder Morais ficou em segundo lugar, com uma votação pífia, e Marconi Perillo não foi nem o terceiro colocado.

Luis Cesar Bueno, do menosprezado PT, ficou em terceiro lugar, com 9,82% dos votos válidos (356.692 votos).
Marconi Perillo, o quarto colocado, obteve 8,69% dos votos válidos (315.676 votos).
Luis Cesar Bueno obteve 41.016 votos a mais do que Marconi Perillo.
Vingança é um prato que se come frio, reza o dito popular. Neste momento, os petistas estão rindo à farta de Marconi Perillo — o neodireitista que não deu certo. Por sinal, o PSDB não elegeu nenhum deputado federal. O PT elegeu dois deputados federais — Adriana Accorsi e Rubens Otoni. (E.F.B.)


