Vilmar Rocha garante que Francisco Jr. será o candidato do PSD a prefeito de Goiânia

O presidente do PSD dialoga com políticos de outros partidos com o objetivo de articular uma frente política para 2020

Vilmar Rocha | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O ex-deputado federal Vilmar Rocha disse ao Jornal Opção que o deputado federal eleito Francisco Júnior será o candidato do PSD a prefeito de Goiânia, em 2020 — daqui a um ano e 11 meses. “Um pulinho, não é?”, afirma, perguntando, o presidente do Partido Social Democrático em Goiás.

Recentemente, o senador eleito Vanderlan Cardoso, do PP, esteve com Vilmar Rocha. Conversaram sobre vários assuntos, como os governos de Ronaldo Caiado e de Jair Bolsonaro. Mas também falaram de 2020, quando se terá a disputa pela Prefeitura de Goiânia. Aos aliados, Vanderlan Cardoso tem dito que não pretende disputar a prefeitura, pois terá muito o que fazer no Senado — sobretudo na área tributária. Numa visita ao Jornal Opção, na quinta-feira, 1º, o líder petista confirmou a conversa com o ex-parlamentar.

Perguntado sobre o ministério de Jair Bolsonaro, Vilmar Rocha frisa que Sergio Moro é o tipo de ministro hors concours. “O magistrado qualifica o governo, não há a menor dúvida. Mas ser ministro da Justiça é bem diferente de ser magistrado”, alerta. “Ao escolhê-lo, numa jogada de mestre, Bolsonaro firmou o compromisso e deu o recado de que continuará a cruzada contra a corrupção. O problema é que, para Moro, não ficará tão bem, porque reforçará o discurso do PT de que as ações dele eram políticas e partidarizadas. Na verdade, não são, mas o petismo vai tentar consolidar esta narrativa.”

Vilmar Rocha conta que o futuro ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM) era deputado estadual do PL no Rio Grande Sul. “Eu e Jorge Bornhausen o convidamos para se filiar ao PFL [antecessor do DEM]. Nós fomos até Porto Alegre para filiá-lo. Ele conhece os meandros do Congresso Nacional e, por isso, pode contribuir para a relação do presidente com o Poder Legislativo.” O ex-parlamentar sugere que Bolsonaro precisa reforçar sua área política. “É a política que faz um governo andar”, sublinha.

“Os resultados em economia são demorados”, afirma Vilmar Rocha. “Não há soluções mágicas. Todas as medidas propostas por Paulo Guedes dependem do Congresso. Frise-se que os novos parlamentares só tomam posse em fevereiro de 2019. Mas, a rigor, o Congresso só volta mesmo a funcionar em março, com a instalação das comissões.” Sobre 2018, o experiente político, que conhece os bastidores de Brasília como poucos, afirma: “Já acabou”. Ele afirma isto porque Bolsonaro está tentando aprovar algumas medidas — como a Reforma da Previdência —, com o apoio do presidente Michel Temer. “Não digo que é impossível, mas acrescento um ‘quase’, quer dizer, é quase impossível aprovar alguma coisa de grande dimensão entre novembro e dezembro, no final de um governo.”

A eleição de 2008 praticamente fez uma reforma política, sugere Vilmar Rocha. “Vários partidos não cumpriram a cláusula de barreira e, consequentemente, vão perder o fundo partidário e o tempo de televisão e rádio. Eles podem até continuar participando das disputas, mas, enfraquecidos, vão querer continuar? Salvo engano, 14 partidos não atenderam às recomendações da cláusula de barreira. Fala-se até em fusões partidárias, como o PHS com o PMN. Em 2022, a cláusula de barreira será ainda mais dura, o que tende a reduzir o número de partido de mais de 30 para oito ou nove.”

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