Na reta final da apreciação do chamado pacote de bondades para os servidores da Prefeitura, uma das matérias em tramitação causa desconforto e apreensão entre vereadores da base e da oposição ao prefeito Rogério Cruz (Republicanos): o plano de carreira e remuneração dos auditores. Enviado por último para a Câmara de Goiânia, o texto do projeto chama a atenção pelas diferenças profundas em relação às propostas de carreira das demais categorias.

O ponto mais sensível é o que mantém os salários classificados como vencimentos, o que permite a incorporação de toda sorte de penduricalhos e contracheques com remuneração igual à do prefeito. “Estou escandalizado com esse projeto dos auditores”, definiu um vereador do entorno mais próximo de Rogério. Na avaliação desse parlamentar, “não será possível aprovar o plano dos auditores sem fazer concessões para as demais categorias”.

“Os procuradores vão querer regras iguais, os guardas civis metropolitanos vão querer também”, disse outro vereador, citando duas categorias mais influentes da Prefeitura, com representação feita por vereadores do alto clero da Câmara de Goiânia. “A Prefeitura não pode ficar refém de servidores que sentem acima das demais categorias”, diz outro parlamentar.

O plano de carreira e remuneração dos auditores de tributos segue na Comissão do Trabalho e dos Servidores Públicos da Câmara. A categoria pressiona para que vá à pauta do plenário na semana que vem. Resta aguardar como reagirão as demais categorias da administração municipal.