André Pio planeja disputar a prefeitura em 2020. O PP deve bancar Nivaldo Melo. Prefeito articula dois nomes

André Pio, presidente da Câmara de Vereadores de Pirenópolis, postula disputar a prefeitura | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção

Costuma-se dizer que, se Goiânia é a capital de Goiás, Pirenópolis é a capital de Brasília. Pode-se dizer que “Piri”-“Pirenópolis” são, na verdade, duas cidades. De segunda-feira a quinta-feira, prevalece Pirenópolis, uma cidade dos goianos (ainda que muita gente de fora esteja morando no município). De sexta-feira a domingo, uma cidade é substituída por outra, “Piri” — que passa a ser uma cidade dos goianos e, também, dos brasilienses (e inclusive de turistas estrangeiros). A cidade “enche”, de repente. Mas uma coisa é certa: as “duas” cidades — “Piri” e “Pirenópolis” — “concordam” num ponto: é preciso retirar, o quanto antes, João do Léo da prefeitura. “A cidade está ao léu e ao deus-dará”, brinca, a sério, um diplomata, habitué nos bares e restaurantes locais. Constitucionalmente, João do Léu só deixará o poder em 31 de abril de 2020, ou seja, daqui a um ano e quatro meses. Mas a eleição será realizada daqui a um ano e um mês. Se não houver impeachment, resta esperar. Há quem esteja planejamento colocar um imenso “relógio eletrônico” no centro da cidade para marcar os dias que faltam para João do Léo deixar a prefeitura.

Nivaldo Melo é o favorito para prefeito de Pirenópolis | Foto: Reprodução

Pesquisas sugerem que os eleitores querem despachar João do Léo para o “monturo” da história. Percebendo que está mal, o prefeito, embora diga aos aliados que pretende disputar a reeleição — se não disser, a tinta de sua caneta começa a secar no dia seguinte —, está testando dois nomes: o vereador Júnior Capela e Marcelinho da Farmácia. Os dois são fracos? São, mas não por causa deles, e sim pelo desgaste do prefeito, que possivelmente os contaminará.

João do Léo, prefeito de Pirenópolis | Foto: Reprodução

O favorito para a disputa é o ex-prefeito Nivaldo Melo (PP, mas prometendo sair), que lidera as pesquisas de intenção de voto (chega a ter de 52% a 60% das intenções de voto). Mas aliados de João do Léo garantem que Melo “está inelegível”. Com o apoio de cinco vereadores, o ex-prefeito é apontado como “muito forte”, inclusive pelos adversários. “Só não ganha se, é claro, não disputar, admite um vereador.” Trata-se do postulante que João do Léo mais teme. Por isso quer pôr um “laranja” para substitui-lo.

Se Nivaldo Melo não disputar, o presidente da Câmara, André Pio pode ser a grande esperança da oposição. O vereador pertence ao PSDB, mas, convidado por Daniel Vilela, deve ser o candidato do MDB. Já o PSDB de Luiz Siqueira, fiel escudeiro do ex-governador Marconi Perillo, planeja bancar a candidatura de Nivaldo Melo — lançando o seu vice (o próprio Siqueira ou um irmão).