Veja quais são os 4 políticos mais-mais de Goiás no Congresso Nacional

Delegado Waldir, Jorge Kajuru, José Nelto e Major Vitor Hugo são os políticos do Cerrado que mais se destacam em Brasília

O Jornal Opção ouviu vários políticos e, pela imprensa, observou durante um mês a atuação dos políticos de Goiás no Senado e na Câmara dos Deputados. O objetivo é saber quais parlamentares mais se destacaram desde que assumiram o mandato, no início de fevereiro. Quatro nomes foram mais citados e, por isso, estão listados. Os senadores Vanderlan Cardoso (PP) e Luiz Carlos do Carmo (MDB) foram mencionados, mas menos do que os demais. Há quem aposte que, com o tempo, Vanderlan Cardoso, por ser organizado e metódico, tende a crescer, sobretudo se vencer sua notória “timidez”. O deputado João Campos (PRB) é bem-visto na Câmara dos Deputados — atuando nas questões comportamentais e de segurança pública. Mas lá dizem que o parlamentar goiano “precisa ser mais brasileiro do que evangélico”.

Delegado Waldir Sores, líder do PSL na Câmara dos Deputados | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Delegado Waldir Soares — Pode-se falar bem ou mal do deputado federal do PSL — o que não se pode é sugerir que não tem atuação forte em Brasília. Como líder do PSL, tem posições firmes e, às vezes, não poupa nem mesmo o governo que representa. Ele é, seguramente, o parlamentar de Goiás que mais concede entrevistas aos grandes jornais e revistas e redes de televisão do país. Em Goiás, está se tornando uma voz crítica ao governador Ronaldo Caiado (DEM). Não se trata de um político fisiológico. Pelo contrário, é decente. Na verdade, ele quer governar com Caiado, pois ajudou a elegê-lo governador, mas não pressiona o gestor estadual para obter favores. O deputado é mais republicano do que muito político que vende a imagem de que é republicano.

Jorge Kajuru: líder do PSB no Senado | Foto: Senado

 

 

Jorge Kajuru — Trata-se de uma força da natureza. Chegou ao Senado e, em pouquíssimo tempo, se tornou uma das estrelas. Ninguém chega lá pelo alto clero, exceto se já tiver sido senador ou, digamos, presidente da República. Pois Kajuru pisou no Senado e, no mesmo dia, já havia se tornado integrante do alto clero. Convive com a nata, sobretudo com os políticos mais dignos da casa. Dos senadores do PSB, é, de longe, o mais destacado. Tanto que o presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, retirou a ex-senadora Lúcia Vânia do comando do PSB em Goiás e entregou o comando a Kajuru e seu mais fiel aliado, o deputado federal Elias Vaz. Mais: Kajuru é o líder do PSB no Senado.

José Nelto: líder do Podemos na Câmara dos Deputados | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

José Nelto — Marinheiro de primeira viagem, o parlamentar chegou lá meio tímido, mas, aos poucos, foi conversando com os colegas e hoje já parece um veterano. Tanto que já é o líder do Podemos na Câmara dos Deputados e quase chegou a vice-líder do governo de Jair Bolsonaro (na verdade, não se empenhou para conquistar o “cargo”, na verdade, um grande encargo). Posicionado, não deixa de criticar o governador Ronaldo Caiado, “que não governa com os aliados da campanha”, e nem a poderosa multinacional Enel, que pilota ou despilota o setor de energia elétrica em Goiás. Polêmico, mas centrado, José Nelto está procurando apresentar projetos construtivos que beneficiem a população (a queda do monopólio de energia elétrica, se for aprovada, é um deles).

Major Vitor Hugo: líder do governo do presidente Jair Bolsonaro na Câmara dos Deputados

Major Vitor Hugo — Há quem trate o líder do governo na Câmara dos Deputados como “Cai-Não Cai”, porque há notas frequentes sugerindo que está em confronto direto com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Diz-se, comumente, que aquilo que Onyx Lorenzoni faz, por ter experiência congressual, o Major Vitor Hugo desfaz, por não ter experiência na Câmara dos Deputados. Mas o presidente Jair Bolsonaro aprecia seu trabalho e o mantém como líder, hesitando em trocá-lo. Há quem postule que o líder do governo precisa ter mais experiência e tráfego na Câmara dos Deputados. Pode até ser. Mas o parlamentar vem se destacando e não recua nem renuncia à liderança do governo. Pode ser retirado, mas não sai por conta própria — exceto se a pressão for direta (uma exigência) do presidente da República.

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