Vanderlan deve compor com Marconi Perillo, atrai Lúcia Vânia e não teme Iris Rezende

Marconi e Vanderlan: Aliança está sendo costurada  | Fotos: Wagnas Cabral / Facebook

Marconi e Vanderlan: Aliança está sendo costurada | Fotos: Wagnas Cabral / Facebook

O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e o empresário Vanderlan Cardoso (PSB) se encontrarem para uma conversa política na residência do empresário José Carlos (do atacadista J. C.), no condomínio Jardins, em Goiânia, na segunda-feira, 13. José Carlos é um amigo comum.

Também participou do jantar o empresário José Augusto, cartorário e dono do Augustu’s Hotel. No cardápio, sobretudo política, além de uma esperta bisteca de carneiro. Vanderlan tomou menos vinho, devido a problemas com ácido úrico, e, de sobremesa, comeu um doce de nome francês (do qual não se lembra o nome). Na hora da conversa política, ficaram só os dois, sem testemunhas.

O encontro entre Marconi e Vanderlan não teve como objetivo imediato uma busca de apoio para a disputa da Prefeitura de Goiânia, em 2016. “Até porque está cedo. Ninguém vai ‘fechar’ acordos políticos a mais de um ano das eleições. A nossa conversa foi útil para aparar ‘arestas’. Foi uma conversa política amistosa e sem paixão e rancores”, sublinha Vanderlan. “Marconi estava tranquilo, desarmado.”

Sobre 2016, Vanderlan e Marconi falaram sobre “caminhar juntos”. “O governador disse que seria mais fácil um apoio político se eu fosse filiado ao PSDB. Porém, fiz um compromisso com a senadora Lúcia Vânia, que vai se filiar ao partido que dirijo, e, portanto, não vou deixar o PSB.”

Vanderlan diz que entenderá se Marconi não apoiá-lo para prefeito. “É difícil para o governador apoiar um candidato que o enfrentou duas vezes nas últimas eleições. Marconi me disse, com franqueza, que tem compromissos com outros políticos, como Jayme Rincón, que o apoiam há algum tempo.”

A conversa, na opinião de Vanderlan, “foi muito boa. Uma espécie de glasnost, um passo importante. Quero dialogar com várias forças políticas, pois não tenho a intenção de disputar mais nenhuma eleição sozinho, sem uma aliança ampla”.

O sr. aposta que Iris Rezende será candidato a prefeito de Goiânia? “Talvez. Frederico Peixoto, dono da construtora FGR e genro de Iris Rezende [é casado com a advogada Ana Paula], e eu temos negócios no Pará. Ele está organizando um condomínio Jardins em Marituba, perto de Belém. Recentemente, peguei um carona com o empresário e ouvi que a família prefere que Iris não seja candidato a prefeito de Goiânia.

Porém, sugeriu que, para que Iris saia do páreo, o partido precisa ter outro nome competitivo.” No momento, não tem. Pesquisas de intenção de voto, ainda que extemporâneas, mostram o peemedebista-chefe em primeiro lugar. Mas com Vanderlan Cardoso na sua cola, seguido do delegado-deputado Waldir Soares (PSDB).

Uma possível candidatura de Iris não preocupa Vanderlan. “Na política, não se pode escolher adversários. Com uma candidatura ‘encorpada’, com aliados sólidos, posso derrotá-lo. Mas evidentemente que sei que se trata de um nome forte em Goiânia.”

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