Vanderlan Cardoso pode se tornar peça chave do jogo de Ronaldo Caiado ou do jogo de Marconi Perillo

Vanderlan Cardoso e Ronaldo Caiado: o segundo precisa do primeiro pra disputar o governo. Mas o líder do PSB pode escolher os aliados | Fernando Leite/Jornal Opção

Vanderlan Cardoso e Ronaldo Caiado: o segundo precisa do primeiro pra disputar o governo. Mas o líder do PSB pode escolher os aliados | Fernando Leite/Jornal Opção

Políticos são habilidosos e não expõem suas jogadas de maneira precisa. Até porque o jogo — o de 2016 e o 2018 estão conectados — está começando. O político que acreditar que alianças vão ser estabelecidas agora, atendendo a certas urgências que a política não tem, será atropelado pelos fatos. A hora é de jogar, não de fechar o jogo.

Os jogos de PMDB, PSDB, PSB e DEM, para citar quatro partidos, estão entranhados. Um dos principais “peões” é Vanderlan Cardoso, presidente do PSB. Como deve ser candidato a prefeito de Goiânia, em 2016, e não ao governo do Estado, em 2018, interessa, e muito, a grupos díspares. Ronaldo Caiado quer disputar o governo com o apoio do PMDB, porque sabe que, se postular pela terceira via, será atropelado pelas máquinas eleitorais da primeira e da segunda vias. Porém, para ter força na negociação com o peemedebismo, precisa de trunfos.

Um deles, o principal, é o próprio Caiado, por ser senador. Mas, se conquistar o apoio de Vanderlan Cardoso — como apoiador ou vice, ou candidato a senador —, se cacifará, de maneira mais forte, no trato com o PMDB de Iris Rezende e outros.

O PSDB trabalha com a hipótese de Vanderlan Car­doso se tornar uma peça de duplo jogo, o de 2016 e o de 2018. É quase certo que o governador vai bancar o presidente da Agetop, Jayme Rincón (PSDB), para prefeito de Goiânia. Entretanto, como político hábil, que pensa além da circunstância, o governador Marconi Perillo nunca trabalha apenas com um jogo. O tucano geralmente tem três jogadas. No momento, tem duas. Uma é Rincón. A outra pode ser Vanderlan. Porque Vanderlan? Porque tem chance de ser eleito, derrotando Iris Rezende. Só?

Não. Apoiar Vanderlan significa não deixá-lo caminhar em direção ao jogo de Caiado e, possivelmente, do PMDB. Se fizer parte do jogo de Marconi em 2016, Vanderlan estará conectado ao jogo tucano para a disputa do governo do Estado, em 2018, como apoiador, se for eleito prefeito da capital, ou, quem sabe, como candidato na chapa majoritária — vice ou senador — ou a deputado federal.

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Di Almeida

Vanderlan será prefeito de Goiânia, não tenho dúvida. Após um governo deprimente, o “novo” vencerá.