Em tese, o senador apoia a candidatura do deputado Major Vitor Hugo para governador. Mas, se ele não emplacar, pode ser o seu substituto

Quem esteve em Campo Limpo, na semana passada, para assistir um evento sobre a regularização fundiária de um bairro, ficou impressionando com a estrutura do senador Vanderlan Cardoso. O líder do PSD conseguiu, por intermédio da Codevasp, a pavimentação do bairro.

No seu discurso, Vanderlan Cardoso falou de sua atuação como senador, narrou sua trajetória existencial (frisou que foi engraxate e garçom), política e empresarial, e todo mundo que ouviu ficou com a impressão de que será candidato a governador… em 2022. Ele estava, inclusive, acompanhado por uma grande estrutura de marketing.

Um aliado de Vanderlan disse a um pré-candidato a deputado: “Vanderlan Cardoso não perde nada se for candidato. Pelo contrário, mantém seu nome na mídia e na lembrança dos eleitores, além de agradar o presidente Jair Bolsonaro, que quer um candidato forte ao governo de Goiás”.

Em nenhum momento Vanderlan Cardoso desmereceu o pré-candidato do PL a governador, deputado federal Major Vitor Hugo, que tem o apoio de Bolsonaro. Porém, como o parlamentar não tem o apoio sequer dos deputados do partido, Magda Mofatto, Professor Alcides Ribeiro, ambos federais, e Paulo Cezar Martins, estadual, será difícil levar sua candidatura adiante. Há quem acredite que sua pré-candidatura não vira candidatura e que o senador deverá ser candidato a governador.

O deputado federal Delegado Waldir Soares costuma dizer que, quando viaja pelo interior, sempre encontra Vanderlan Cardoso e que seu discurso e ações são de candidato a governador. Em tese, ele só disputará mandato em 2026, para senador ou governador, então por que não sai do interior fazendo proselitismo político?

Em Campo Limpo, um pré-candidato a deputado disse: “A chapa dos sonhos de Vanderlan é ele para governador, Gustavo Mendanha na vice e Major Vitor Hugo para senador”.

A pedra no caminho de Vanderlan Cardoso é seu partido. O PSD iria para uma aventura de última hora com o senador?