Tarso Genro sugere que plano B pode salvar o PT do haraquiri político-eleitoral

O ex-ministro indica que, para salvar Lula da Silva, o petismo não deve matar o PT

Reprodução

O ex-governador do Rio Grande do Sul e ex-ministro Tarso Genro é um político que nunca aceitou as determinações da cúpula de São Paulo sem questioná-las de maneira sistemática. No momento, é tabu no PT, ao menos do ponto de vista da discussão pública, falar em plano B, sugerindo que Lula da Silva não será candidato a presidente da República.

Na semana passada, o político gaúcho, mais uma vez destoando do coro dos contente dos reds, apontou que o PT discute, sim, a possibilidade de um plano B. Porque é provável que Lula da Silva não poderá disputar a eleição. Na prática, ninguém, mesmo as figuras mais ligadas ao lulopetismo — que se tornou, por assim dizer, a maior “tendência” do PT —, acredita que o ex-presidente será candidato em 7 de outubro deste ano. O que se comenta é que continuará preso, sobretudo que o Supremo Tribunal Federal arquivou seu pedido de soltura.

O que Tarso Genro está sugerindo, com sua peculiar independência, é que o PT, ainda que faça a defesa de Lula, tem de apresentar seu plano B, para que seja considerável pelo eleitorado brasileiro com tempo adequado para conhecer e avaliar o candidato. Um postulante lançado em cima da hora vai chegar ao debate atrasado, com os outros candidatos ligados à esquerda — como Marina Silva e Ciro Gomes — com mais exposição e conhecimento.

O político gaúcho está frisando, com palavras mais suaves, é que o PT, na ânsia de salvar Lula da Silva — que não tem como ser salvo, dadas as últimas notícias sobre o sítio de Atibaia —, não pode cometer haraquiri.

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