Sócio da Marca Sinalização critica asfalto sonrisal de Goiânia

Iris Rezende: o peemedebista nunca esteve tão animado

Decano peemedebista Iris Rezende | Arquivo

Há tempos políticos falam sobre o “asfalto sonrisal” do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB). O decano do populismo goiano ganhou o voto do eleitor goianiense com o discurso da Goiânia 100% asfaltada. Dentre todas as suas promessas da disputa de 2004, essa foi a única “cumprida” e a que garantiu sua reeleição em 2008.

O motivo das aspas em “cumprida” é simples: se Iris já era lembrado pelas rodovias sem acostamento que fez na época em que foi governador de Goiás, ficou conhecido agora como o prefeito do asfalto feito, mas que não dura, aquele asfalto que precisa de recapeamento constante.

A consequência disso é que o asfalto ruim gera aumento de gastos para os cofres públicos. Como? Ora, se há desgastes constantes, o poder público municipal precisa sempre fazer aquela tão conhecida operação “tapa buracos”, que só mantém o buraco fechado até que a próxima chuva chegue.

A verdade é que Iris diz que asfaltou toda a capital, mas não explica por que o asfalto se desmancha com facilidade. A resposta é simples: trata-se de um asfalto sonrisal. A espessura é fina e o material usado é tido como de baixa qualidade. Logo, ao menos 90% do asfalto de Iris deteriorou-se.

Veja o depoimento do empresário Rubens Braga, da Marca Sinalização e Serviços Ltda. (que tem um contrato de milhões com a prefeitura — a ser investigado), que presta serviços para a Prefeitura de Goiânia na área de sinalização de trânsito há mais de três anos: “O pavimento de Goiânia é terrível. É muita fissura e rachadura. Vou dar um exemplo: aquele ‘olhinho de gato’ que nós colocamos tem um pino de sete centímetros. Nós furamos o pavimento e preenchemos o furo e toda a base com uma cola de componente altamente resistente. Tem lugares de Goiânia em que nós fomos furar o asfalto e a furadeira saiu suja de terra. Então, o pavimento de Goiânia deve ter uns cinco centímetros de espessura. É muito fino, o que contribui para a durabilidade do produto que é aplicado”.

Explica-se aí o enorme gasto público com a manutenção do asfalto e a cidade cheia de buracos? Em grande parte, sim. O asfalto ruim faz parte da “herança maldita de Iris”.
Isso fora a dívida da qual todos falam ter sido deixada por Iris na Prefeitura, embora os peemedebistas neguem. O prefeito Paulo Garcia (PT) já falou ter herdado dívidas vultosas da gestão passada, embora não fale sobre a má qualidade das obras deixadas pelo antecessor na gestão municipal.

Mas a herança maldita recebida por Paulo Garcia foi além da dívida. Uma coisa é certa: o asfalto ruim aumentou tanto o buraco das contas quanto o das ruas. Iris vai negar, claro, e quando estiver em campanha dirá que foi o prefeito que asfaltou Goiânia. Se quiserem esvaziar o discurso do decano, os adversários terão que provar o contrário e mostrar que Iris foi, na verdade, o prefeito do asfalto sonrisal falsificado, aquele que nem precisa de água para derreter.

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