O governo fez muito, mas pode e quer fazer mais. Se alguém estiver travando a expansão dos projetos, por falta de sintonia com a sociedade, chegou a hora de sair

Um experiente jornalista relata que, certa vez, perguntado sobre os motivos de mudar um time que estava ganhando, o presidente Juscelino Kubitschek teria dito: “Não se trata de nada pessoal, nem de desmerecer os que estão saindo. Mas o chefe do Executivo tem de mexer num time que está ganhando para ganhar muito mais”.

Aos 76 anos, a ex-senadora Lúcia Vânia Abrão, goiana de Cumari, tem experiência no campo social, na formulação e execução de políticas públicas para as mulheres; para as pessoas com deficiência; para promoção da igualdade racial; para assistência social e de cidadania; para apoio à criança, ao adolescente e ao jovem; e para a defesa da diversidade sexual.

Lúcia Vânia: secretária de Desenvolvimento Social | Foto: Divulgação

Entretanto, como sabia Juscelino Kubitschek, governos duram quatro anos — ou oito anos, dependendo da reeleição. Por isso, os projetos precisam avançar e superar a burocracia. Aliás, não se deve culpar unicamente a burocracia pelo entrave de projetos. Os melhores auxiliares são aqueles levam soluções e não apenas problemas para o governador. É preciso apresentar resultados melhores. A Educação e Segurança Pública, por exemplo, têm sido exemplares, com amplo reconhecimento da sociedade.

Na sociedade, sobretudo, há um clamor para que a Secretaria de Desenvolvimento Social seja mais presente e proativa. Em duas palavras, mais participava.

O social tende a ser o forte de um governo. Mas, no momento, a ação da Secretaria de Desenvolvimento Social deixa a desejar. É provável que, no momento em que se fizer uma reforma administrativa, o quadro titular seja trocado. Não porque seja ruim, e sim porque é preciso avançar. As instituições da sociedade clamam por mudança, por mais abertura, diálogo e ação.

Frisa-se que o governo, a partir de certo momento, precisa ser mais político. Sim, de fato. Mas não a política do oportunismo, e sim aquela que ganha o apoio da sociedade porque faz as coisas para beneficiar todas as pessoas, notadamente os menos favorecidos.

Em suma, a Secretaria de Desenvolvimento Social precisa fazer jus ao nome, ou seja, tem de agir de maneira mais enfática para garantir exatamente o desenvolvimento social. O governo fez muito, mas pode e quer fazer muito mais. Se alguém estiver travando a expansão dos projetos, até por falta de sintonia com a sociedade e com os novos tempos, talvez tenha chegado a hora de pedir para sair.