Simone Tebet, do MDB, vai disputar presidência do Senado

Com o apoio do grupo lavajista, que vai decidir se a apoia, a senadora ficará forte para a disputa com Rodrigo Pacheco

O MDB definiu Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul, como candidata a presidente do Senado. Eduardo Braga, do Amazonas, saiu do páreo.

Trata-se de uma senadora experimentada e respeitada pelos colegas. É a presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Em 2018, atuou como líder do MDB e saiu com a imagem consolidada, por ser posicionada e bem informada. Em 2019, o partido barrou sua candidatura à presidência do Senado, optando por bancar Renan Calheiros, que perdeu para David Alcolumbre, do Democratas. O governo Bolsonaro jogou pesado contra a postulação o senador de Alagoas.

Simone Tebet: uma mulher no comando do Senado | Foto: Divulgação

O MDB tinha 13 senadores e agora tem 15, com a chegada de Rose de Freitas, do Espírito Santo, e de Veneziano Vital do Rego.

Simone Tebet vai disputar com Rodrigo Pacheco, do Democratas de Minas Gerais. O senador conta com o apoio do PSD, do PT, do Pros, do Republicanos, do PL e do PSC, ou seja, de 32 senadores. Simone, no momento, também teria o apoio de 32 senadores. São ao todo 81 senadores.

O grupo Muda Senado, pró-Operação Lava Jato, deve apoiar Simone Tebet. O Podemos tem nove senadores e tende a apoiá-la. O partido tem a terceira maior bancada e, por isso, também fala em lançar candidato. Se lançar, pode garantir, indiretamente, a vitória de Rodrigo Pacheco.

O senador Jorge Kajuru disse ao Jornal Opção que Simone Tebet tem chance de ganhar. “A senadora vai acabar obtendo voto até de quem diz apoiar Rodrigo Pacheco. Não de todos, claro. Mas ao menos de alguns.”

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