Na eleição de 2020, há quase quatro anos, 63,02% dos eleitores de Silvânia disseram “não” ao médico Doutor Geraldo Luiz Santana, filiado ao pP. Porém, como não há segundo turno na cidade, ele foi eleito, com 4251 votos (36,98%). Carlos Mayer, o Carlão (do DEM, hoje União Brasil), ficou em segundo lugar, com 3.565 votos (31,01%). A diferença foi bem pequena — 686 votos. O terceiro colocado, Dione Naves (MDB), conquistou 2518 votos (21,91%) e o quarto, Kleber França (Patriota), obteve 1161 votos (10,10%).

Doutor Geraldo foi eleito, a rigor, por causa da grande divisão eleitoral, tanto que não conseguiu obter 50% dos votos válidos, ficando bem abaixo disso.

Carlos Mayer planeja disputar a Prefeitura de Silvânia | Foto: Facebook

Hoje, com dois anos e um mês de mandato, o desgaste de Doutor Geraldo é imenso. Um político da cidade disse ao Jornal Opção: “Só há dois tipos de eleitores em Silvânia — os que querem retirar Geraldo agora, por meio de um impeachment, e os que querem retirá-lo em 2024”.

Políticos das oposições e mesmo da situação são unânimes: a gestão de Doutor Geraldo é indefensável. “Doutor Geraldo é um homem bom, mas não entende nada de administração pública. É um fracasso total. Não há dúvida de que faz a pior administração da história de Silvânia”, afirma um ex-vereador.

Quem se candidatará para tentar derrotar Doutor Geraldo, daqui a um ano e oito meses? O ex-vereador postula que “qualquer um tem condições de vencê-lo. Se o cachorro Pernalto Filho pudesse concorrer contra Geraldo, tenho certeza de que seria eleito. No momento, o nome mais cotado para disputar e ganhar a prefeitura é Carlão” (Carlos Mayer), afirma.

Segundo o político, os eleitores de Silvânia (uma cidade de grande tradição cultural) arrependem-se de não ter votado em Carlos Mayer, que é visto como “gestor”. “Trocaram o certo pela duvidoso e todos se deram mal. Silvânia está estagnada e ninguém aguenta mais conviver com Doutor Geraldo.”