Senadora Gleisi Hoffmann é cotada para ser presidente do PT. Lula desistiu

A tendência Construindo um Novo Brasil prefere Alexandre Padilha ou Márcio Macedo. Movimento PT quer lançar outro nome

O ex-presidente Lula da Silva desistiu de ser presidente do Partido dos Trabalhadores e, segundo o “Estadão”, é possível que a corrente que controla o PT, a Construindo um Novo Brasil (CNB), se divida. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha e o tesoureiro do partido, Márcio Macedo, são os nomes preferidos de facções diferentes da tendência. Para evitar uma crise maior, sobretudo numa legenda que perde prestígio e precisa manter a unidade, líderes da CNB podem apoiar a senadora Gleisi Hoffmann, do Paraná. Mas há quem tema que as denúncias contra a senadora prejudicam ainda mais a imagem do PT, que está tentando exatamente restabelecê-la. Com o marido Paulo Bernardo, a política é ré numa ação da Operação Lava Jato.

A senadora Gleisi Hoffmann opina sobre a possibilidade de ser a comandante-em-chefe do PT: “Isso não está posto. O que temos são as candidaturas do Lindbergh (Farias, senador e candidato das correntes de esquerda), do Márcio e do Padilha”. Mas há quem a defenda como tertius. Seus apoiadores dizem que tem expressão nacional e não foge dos debates. Figuras apagadas, como Rui Falcão, não servem para dirigir um partido que está na UTI.

O fiel da balança é Lula da Silva. Ele terá peso decisivo na escolha do novo ou da nova presidente do PT. Líderes da CNB, segundo o “Estadão”, sugeriram ao ex-presidente que faça a indicação de Gleisi Hoffmann. Todos alegam que ela tem espírito guerreiro e que o PT precisa disso no momento.

O ex-ministro Jaques Wagner, da Bahia defende que o presidente deve ser Lula da Silva. Por ser o nome mais expressivo do PT e a figura a respeito da qual ninguém discute a liderança.

A corrente Movimento PT, que controla 10% do partido, pretende lançar candidato para substituir Rui Falcão (tido como um dos mais fracos presidentes do PT).

O presidente será escolhido no 6º Congresso Nacional do PT em Brasília, entre 3 e 4 de junho deste ano.

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