Se Mendanha desistir, Perillo deve se posicionar como candidato das oposições

Há quem postule que o ex-emedebista vai acabar optando por ficar na Prefeitura de Aparecida de Goiânia

O PSDB está discutindo três caminhos para a disputa do governo de Goiás em 2022.

Primeiro: Marconi Perillo, o verdadeiro chefão do PSDB, tem dito a aliados que o candidato mais forte das oposições é o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha (sem partido). Os dois mantêm diálogo constante, se falam ao menos dez vezes por semana — “o prefeito de Aparecida tem dois conselheiros, Marconi e Sandro Mabel”, diz um marconista —, mas há uma certa reserva ou desconfiança. O marconismo avalia que o gestor municipal será candidato? Sim, mas, por vezes, sugere que há possibilidade de recuo. Há quem, no tucanato, acredite que, na hora agá, ele poderá recuar e, via Daniel Vilela, acabará por recompor com o governador Ronaldo Caiado. “O que se sente é uma certa falta de firmeza em Gustavo”, postula um marconista.

Gustavo Mendanha e Marconi Perillo: o primeiro não quer fotos novas com o aliado | Foto: Reprodução

O fato de Mendanha conversar com frequência com Perillo — chegou a visitá-lo em Pirenópolis, recentemente, e já esteve em seu apartamento, em São Paulo —, mas proibir que se faça fotografias dos dois juntos preocupa os tucanos. “Marconi até entende, porque tem desgaste e Gustavo não quer absorver sua impopularidade. Mas não é justo fazer isto com um articulador de primeira linha como o ex-governador.”

O fato é que o marconismo considera que a eleição de Perillo para deputado federal ficará “mais fácil” numa composição com Mendanha. E talvez tenha razão. Mendanha pode perder, dada a contaminação das imagens, mas a tendência é que o ex-governador seja eleito. Perillo pode prejudicar Mendanha, mas Mendanha pode ajudar Perillo. “Gustavo pode ser o ‘respirador’ de Marconi”, afirma um ex-emedebista.

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Jânio Darrot e Marconi Perillo | Foto: Reprodução

Segundo: há, no tucanato, o sentimento de que sozinho, numa disputa com um profissional como o governador Ronaldo Caiado, Mendanha poderá ser atropelado e derrotado já no primeiro turno.

Portanto, o marcono-tucanismo avalia, de acordo com seus aliados, que talvez seja mais adequado tentar levar a eleição para o segundo turno, o que  se daria, na opinião deles, com três candidatos a governador: Mendanha, Perillo e Jânio Darrot (Patriota).

Numa conversa recente com Darrot, no Guarujá, em São Paulo, a ideia foi discutida. O ex-prefeito de Trindade, que estava praticamente jogando a toalha, de repente voltou a circular pelo Estado apresentando-se como candidato a governador.

A tese é a seguinte: o segundo turno é outra eleição e se cria uma nova expectativa de poder.

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Há também a tese de que, se Mendanha fraquejar — recuando do projeto de ser candidato em 2022 —, Perillo deve ser apresentado como o principal candidato das oposições.

O tucano estaria mesmo disposto a disputar o governo? Ele prefere ser candidato a deputado federal e só disputaria o governo em 2026. Porém, se houver recuo de Mendanha — e há muita gente, inclusive no PSDB, apostando na sua desistência —, Perillo colocará seu nome à disposição para a disputa do governo. Há quem inclusive aposte que Darrot poderia ser o seu vice. Fala-se também que Darrot poderá ser vice de Mendanha e que Perillo poderia ir a senador.

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