Se Daniel Vilela derrotar Marconi Perillo, Iris Rezende estará “vingado”… o que Ana Paula Rezende não entendeu
03 outubro 2026 às 21h47

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O começo político pode determinar toda a história de um indivíduo. Pode ser o retrato, depois, da decadência.
Veja-se o caso do governador Daniel Vilela, do MDB. Começou como vereador — o chão de fábrica da política. Depois, foi deputado estadual e deputado federal (presidiu a Comissão de Constituição de Justiça). Foi candidato a governador. Foi eleito vice-governador, em 2022, tendo ao lado Ronaldo Caiado, do PSD.
Em abril deste ano, assumiu o governo. A população o aprovou como gestor, de acordo com as pesquisas. É um administrador criativo, ativo e moderno. Goiás já estava avançando na área, mas, como Daniel Vilela, o salto qualitativo, em termos de tecnologia, certamente será imenso.
Neste domingo, 4, Daniel Vilela tende a ser eleito governador — já no primeiro turno, de acordo com pesquisa do instituto Quaest, dos mais gabaritados do país.

Veja-se agora o caso de Ana Paula Rezende, filha de Iris Rezende e de Iris Araújo.
Em 2024, com Ronaldo Caiado no governo e Daniel Vilela ao seu lado, como vice, articulou-se no Palácio das Esmeraldas a candidatura de Ana Paula Rezende a prefeita de Goiânia.
Qual é o projeto de Ana Paula Rezende? Por falta de experiência política, a empresária pareceu acreditar que, se Wilder Morais fosse eleito governador, poderia ser candidata a prefeita de Goiânia contra o prefeito Sandro Mabel
Entretanto, sugerindo que o marido, Frederico Peixoto — sócio da Construtora FGR —, não permitia, Ana Paula Rezende recuou e não quis ser candidata. Decidiu-se, então, apoiar o empresário Sandro Mabel, que, com amplo apoio das bases de Ronaldo Caiado e Daniel Vilela, foi eleito prefeito de Goiânia.
Que fique claro: ninguém barrou a ascensão de Ana Paula Rezende no MDB. Insista-se: ela não disputou a Prefeitura de Goiânia — que seria o início de possíveis voos mais altos — porque não quis. Nem deveria culpar o marido, que, a rigor, é um homem moderno. A culpa, se há, é dela.

De repente, em 2026, Ana Paula Rezende surgiu como candidata a vice na chapa de Wilder Morais, o candidato a governador pelo PL.
Qual era ou é o projeto de Ana Paula Rezende? Por falta de experiência política — tem pouco a ver com o pai, em termos políticos (Iris Rezende não tinha o hábito de trair) —, a empresária pareceu acreditar que, se Wilder Morais fosse eleito governador, ela poderia ser candidata a prefeita de Goiânia, em 2028, contra o prefeito Sandro Mabel, do União Brasil.
Como se diz em Cristianópolis, deu “rúim” (com acento mesmo) e Wilder Morais não cresceu e tampouco obteve o apoio de 40% dos membros e líderes do PL.
Ainda que seja um neófito em política, Wilder Morais acabou se tornando o conselheiro de Ana Paula Rezende. Os dois, se a última pesquisa Quaest estiver certa, serão derrotados neste domingo.

O general Golbery do Couto e Silva, um dos grandes articuladores políticos do país — o verdadeiro formulador da distensão e da Abertura, no governo de Ernesto Geisel —, dizia que, no bojo de uma derrota, outras derrotas virão.
(O sonho de Iris Rezende era, um dia, alguém do MDB derrotar Marconi Perillo numa disputa para governador de Goiás. Se as pesquisas forem precisas, Daniel Vilela tem condições de “vingar” Iris Rezende, derrotando o tucano. Depois de 28 anos, o MDB tem chance de eleger um governador — e sem o apoio de Ana Paula Rezende, que, pelo contrário, se tornou aliada dos algozes do pai: a extrema direita que o cassou em 1969 e o próprio tucano-chefe, que se tornou “aliado” de Wilder Morais.) (E.F.B.)


