Roubo se torna regra no Cemitério Santana e gestão de Iris Rezende não toma providência

Roubaram busto de Cristo do túmulo de Nion Albernaz e uma escultura de Cristo do túmulo de Zoroastro Artiaga

Roubaram busto de Cristo do túmulo da família do professor Nion Albernaz, que foi prefeito de Goiânia | Foto: Jornal Opção

O cemitério é a morada dos que construíram a história para os que estão vivos. A rigor, a história — o que fizeram — os mantém “vivos”. Por isso, em vários países, são locais de peregrinação e, sim, de turismo. O túmulo é uma evocação do indivíduo e da obra que porventura tenha deixado. Na Europa e na Argentina, alguns cemitérios são tão visitados quanto museus. Porque também são museus e bibliotecas. Em Goiânia, cidade nova, de apenas 85 anos, não há o mesmo cuidado, notadamente nos cemitérios públicos, como o pioneiro Santana, em Campinas.

Na entrada do Cemitério Santana, nas proximidades dos portões, percebe-se, de cara, vários gatos magérrimos, com suas crias, e anuns brancos (com suas aterrissagens assustadoras, como se fossem pequenos helicópteros desgovernados) disputando baratas nos túmulos. O matagal sugere uma micro floresta amazônica. A sujeira impera em todos os cantos. Para piorar o quadro, tornando-se caso de polícia, o local está sendo roubado com frequência. Guarda municipal? Não há, ao menos nos períodos matutino e vespertino.

Roubaram a escultura de Cristo do túmulo do historiador Zoroastro Artiaga | Foto: Jornal Opção

A historiadora e professora aposentada da PUC Geralda Albernaz, viúva de Nion Albernaz, um dos melhores prefeitos da história de Goiânia, disse ao Jornal Opção que estão roubando esculturas e inclusive plantas que, na falta de ação da prefeitura, são colocadas nos túmulos pelas famílias dos mortos.

Do túmulo de Nion Albernaz, o Professor Nion, roubaram um busto de Cristo. Um Cristo dourado, de outro túmulo, e o Cristo do túmulo do historiador Zoroastro Artiaga também roubados. O túmulo da família Bufáiçal foi saqueado. No cemitério, na prefeitura, na polícia, ninguém sabe de nada.

Durante um enterro, no domingo, alguém sugeriu, com certo humor cinza, que o cemitério deveria trocar o nome para Cemitério do Abandono. A gestão de Iris Rezende, que já havia esquecido os vivos, também abandonou os mortos…

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