Ronaldo Caiado remonta base para 2020 e deve chegar mais forte em 2022

Com o apoio de líderes de peso nas principais cidades de Goiás, a tendência é que a candidatura seja mais encorpada do que a de 2018

Na disputa eleitoral de 2018, o governador Ronaldo Caiado marchou praticamente sozinho. Ainda que tenha obtido o apoio de parte do MDB, não tinha o apoio da cúpula, quer dizer, de sua estrutura. Na prática, carregou sua chapa nas costas, lutando contra todo tipo de adversidades, como a falta de recursos e apoios.

Governador Ronaldo Caiado (DEM) | Foto: divulgação

Ronaldo Caiado venceu a eleição e tomou uma decisão: precisava reorganizar o Estado — que estava praticamente privatizado por determinados grupos de interesse. Um grupo mandava na Saneago. Outro grupo mandava na Codego. E assim por diante. Com sua firmeza habitual, e com secretários que não têm interesses e ligações no Estado, o líder do Democratas enxugou o governo e mudou o eixo da administração. Com a crise econômica nacional e, em seguida, com a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus — que, claro, estava fora do script de todos —, se não tivesse feito a lição de casa, tornando o governo mais barato para a sociedade, Goiás estaria arrebentado.

O fato é que, mesmo com crise, Goiás caminha com as próprias pernas, com escassa ajuda do governo federal, exceto as constitucionais.

Com a casa em ordem, mas ainda exigindo vigilância extrema, sobretudo a respeito dos gastos, Ronaldo Caiado nunca deixou de fazer política, de ouvir aliados e até mesmo adversários (um de seus interlocutores é o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, do MDB). Vale frisar que vários prefeitos, inclusive das oposições, dizem que Ronaldo Caiado tem ajudado a criar uma espécie de governabilidade para as prefeituras menores e médias. É altamente republicano — dizem oposicionistas.

Ronaldo Caiado, governador de Goiás, e Roberto Naves, prefeito de Anápolis | Foto: Divulgação

No momento, Ronaldo Caiado dialoga com políticos de várias cidades a respeito da sucessão municipal. Para ele, a sucessão dos prefeitos não está necessariamente subordinada à sua sucessão, em 2022, pois considera que eleger bons gestores é fundamental, porque contribuirá com o próprio governo do Estado. Mas claro que planeja — aliás, já está agindo — constituir uma base mais ampla, pois, mesmo estando bem, na próxima disputa estadual terá o desgaste de ter sido governador por quatro anos. Uma base sólida, encorpada, pode contribuir para uma nova vitória.

Veja-se o caso de Anápolis. O DEM banca a candidatura à reeleição do prefeito Roberto Naves, do Progressistas, o favorito. O PSDB buscou um ex-prefeito, João Gomes, que tem baixa aprovação. Em Goiânia, Caiado tem um forte aliado, Iris Rezende. Assim como em outras cidades de médio e grande porte. A tendência, portanto, é que Ronaldo Caiado chegue, em decorrência do apoio encorpado, muito maior em 2022.

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