Ao perder a Presidência da República para Lula da Silva, o presidente Jair Bolsonaro, do PL, demonstrou ser um líder ausente. Não soube dar uma resposta adequada aos seus 58 milhões de eleitores — que se tornaram, de hora para outra, maiores abandonados.

Agora, Bolsonaro anuncia que irá passar uns dias no exterior, ao lado de Donald Trump. Noutras palavras, não se solidarizou com aqueles que saíram às ruas para clamar por sua permanência no poder.

Se Bolsonaro é um líder absenteísta, ou seja, sem poder, não sabe liderar, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil, é, pelo contrário, um líder autêntico, que tem autoridade, e não é populista. Ele integra um outro tipo de direita — civilizada, austera, competente e preocupada em resolver os problemas sociais do país.

Portanto, a partir de 2023, e nos próximos quatro anos, Ronaldo Caiado, se trabalhar com habilidade, pode se tornar o principal representante da direita, a moderna e democrática, em todo o país.

Lula da Silva pode ser candidato a presidente em 2026? É possível, se estiver bem de saúde e se o PT não tiver um nome alternativo forte. A direita, dependendo dos resultados do governo do petista-chefe, terá chance de derrotá-lo? É possível. A vitória de Lula da Silva em 2022, por meros 2 milhões de votos — 60 milhões contra 58 milhões de Bolsonaro —, indica que há uma oportunidade para um líder que, embora aguerrido, seja mais moderado e aberto à diversidade da sociedade brasileira.

Ronaldo Caiado é um líder da direita que sabe agregar e dialogar. Tende a ser o substituto de Bolsonaro, o presidente que, no poder, se tornou a vanguarda do atraso, com pautas superadas, retardatárias, e, na prática, nada liberais. E, fora do poder, parece ter perdido o discurso e a energia.