O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do União Brasil, está sempre antenado com as causas de interesse da sociedade.

No auge da pandemia, quando brasileiros que estavam na China decidiram voltar para o Brasil, Ronaldo Caiado, médico especializado na França, decidiu acolhê-los em Goiás — dando-lhes a assistência que outros Estados se negaram a fornecer.

Agora, o líder do União Brasil ofereceu ao governo federal, numa conversa com o presidente Lula da Silva, assistência para os yanomamis em território goiano.

Lula da Silva gostou do que ouviu e, de acordo com um petista, teria dito: “Caiado é o cara” (repetindo o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que disse, anos atrás, que o presidente brasileiro “era o cara”).

Há pouco, quando golpistas tentaram torpedear a democracia, Ronaldo Caiado ofereceu ajuda ao governo federal para conter os terroristas e, sobretudo, fez uma defesa dura da democracia. Mostrando que tem lado — o dos democratas.

Ideologicamente, Ronaldo Caiado e Lula da Silva estão em lados opostos — um à direita e o outro à esquerda. Mas a “vibe” é a mesma quando se trata de se preocupar com gente.

O petista-chefe está sempre dizendo que vai cuidar dos pobres, que planeja integrá-los à sociedade, tornando-os verdadeiros cidadãos. Enquanto o presidente sonha acordado, Ronaldo Caiado já está criando um estado do bem-estar em Goiás — uma ampla inclusão social, sobretudo a partir da Educação. Mas não só.

As figuras criativas do governo federal estão interessadas, por exemplo, no programa goiano que paga aluguel para pessoas pobres. Inicialmente, o governo de Lula da Silva olhava com mais interesse a área de Educação do Ceará, tanto que o ministro, Camilo Santana, saiu de lá. Agora, pôs a renovação da Educação em Goiás no seu radar.

Há outro aspecto que os petistas estão apreciando em Ronaldo Caiado: o caráter republicano de suas posições e ações e sua capacidade de discutir os grandes temas do país (como a reforma tributária e a questão do ICMS sobre os combustíveis). Para o governante de Goiás, acima de tudo estão os interesses coletivos.