Roller está atento à composição da CCJ da Assembleia e ao ano eleitoral

Secretário de Governo diz que o Palácio das Esmeraldas discute alternativa para recompor a maioria na comissão mais importante da casa

Ernesto Roller, secretário de Governo | Foto: Francisco Costa / Jornal Opção

Com matérias importantes pela frente, como a adesão ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) – considerado, pelo governador Ronaldo Caiado, indispensável para o equilíbrio das contas do Estado –, a articulação do governo na Assembleia Legislativa trabalha para garantir a maioria na Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da casa. Com a dissidência de alguns parlamentares da base durante as votações da reforma da Previdência e das mudanças nas carreiras dos servidores, a composição na comissão ficou mais dura para o Palácio das Esmeraldas. Dois dos dissidentes fazem parte dela: Virmondes Cruvinel (Cidadania) e Karlos Cabral (PDT).

Com isso, o governo deixou de ter maioria tranquila na CCJ e poderá ter de enfrentar negociações mais duras. Responsável pela articulação entre o Palácio das Esmeraldas e a Assembleia Legislativa, o secretário de Governo, Ernesto Roller, admite que existe uma movimentação para ampliar a margem de manobra na comissão. “Esta é uma questão que o governo analisa e que está discutindo com a base para encontrar uma alternativa para recompor, numericamente, a maioria na CCJ”, diz.

Roller afirma que ainda não é possível projetar quais são, mas adianta que o governo terá matérias importantes pela frente, além da RRF, projeto sobre o qual ele prefere não entrar em detalhes, por considerar que essa é uma atribuição da secretária da Economia, Cristiane Schmidt.

Porém, o secretário de Governo já vislumbra que o governo deverá conversar com os parlamentares para que a disputa eleitoral não prejudique as pautas. “O governo, embora não tenha tratado disso ainda – porque estamos no início do ano – deve acontecer mais próximo do período eleitoral. E nós contamos com a compreensão e com o esforço que a Assembleia faz quando há essa questão eleitoral nos municípios, para garantir o atendimento das necessidades do Estado enquanto Administração Pública, com apresentação, análise e votação de matérias”, afirma.

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