Revista Veja diz que Tereza Cristina pensou em deixar Ministério da Agricultura

A ministra “disse a amigos que pensou em sair da Agricultura. A família pressiona, e ela está cansada de sabotagem”

A coluna “Radar”, da revista “Veja”, relata que, devido à nova crise com a China, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, “disse a amigos que pensou em sair da Agricultura. A família pressiona, e ela está cansada de sabotagem”.

Vazada a notícia, a praxe é: não procede. Mas como ficar num governo que, mesmo que indiretamente — o que acaba sendo diretamente —, joga contra o agronegócio? Ao fazer a defesa de Israel, o governo do presidente Jair Boslonaro começou a comprar briga contra a Arábia Saudita, mas Tereza Cristina entrou no circuito e consertou a barbeiragem. Agora tem a briga com a China, indicando que questões ideológicas estão se sobrepondo aos interesses comerciais do país.

Presidente Jair Bolsonaro e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina | Foto: Reprodução

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, decidiu, possivelmente orientado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro — seu protetor —, criticar os chineses. Mais uma vez, a Embaixada da China no Brasil não deixou passar batido e respondeu duramente aos preconceitos de um, digamos, “educador”.

Os exportadores de soja e carne sairão prejudicados? É provável. Mas os olavo-boys, como Carluxo Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Ernesto Araújo (ministro das Relações Exteriores) e Abraham Weintraub, certamente avaliam que colocar um debate ideológico — direita versus esquerda — acima dos negócios é positivo para o país. Não é. Henry Kissinger, mago da direita americana, descobriu isto há muito tempo. Se os “meninos” citados lessem livros, como os de Kissinger, e não cartilhas doutrinárias escritas por quem nunca administrou uma casa, entenderiam que deveriam prestigiar os ministros realistas do governo, como Tereza Cristina, Tarcísio de Freitas, Sergio Moro, Luiz Henrique Mandetta e Paulo Guedes. Além dos militares.

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