Restaurante Madero paga propina pra servidor público e terá de pagar multa de R$ 442 mil

Junior Durski alega que, na verdade, sua empresa é vítima de extorsão e ameaças e que denunciou o fato à Polícia Federal

Luciano Huck e Junior Durski: o apresentador saiu da sociedade | Foto: Reprodução

O Restaurante Madero, de Junior Durski, passa por uma situação difícil. Primeiro, o apresentador de televisão Luciano Huck, da TV Globo, vendeu sua parte no empreendimento (afinal, por que Huck não quer mais seu nome associado ao de Durski?) O que alarma o mercado. Agora, Durski recebeu uma multa de 442 mil reais da Controladoria Geral da União (CGU). O empresário é acusado de subornar, com dinheiro e alimentos, servidores do Ministério da Agricultura. O grupo de funcionários era responsável pela fiscalização da rede Madero em duas cidades do Paraná — Balsa Nova e Ponta Grossa.

A CGU decidiu que o Madero terá de publicar a informação sobre a multa em um jornal de grande tiragem e de circulação nacional, como “O Globo”, “Folha de S. Paulo” ou “O Estado de S. Paulo”. Nos restaurantes de Balsa Nova e Ponta Grossa, Junior Durski terá de colocar a informação, de maneira bem visível, a respeito da multa. Terá também de divulgar a história no site do Madero durante 30 dias.

No começo da pandemia do novo coronavírus, Júnior Durski disse que o país não podia parar porque morreriam, na sua previsão, de “5 a 7 mil pessoas”. Já morreram 153.358 pessoas e o empresário até agora não pediu desculpas aos brasileiros pelo que disse. Ele também demitiu 600 funcionários. Previa que iria abrir 65 novos restaurantes em 2020. Só abriu dois — um Madero e um Jerônimo (de sanduíches).

Júnior Durski diz que sua empresa sofreu extorsão

“Foi publicada, hoje, no Diário Oficial da União, a decisão da Controladoria-Geral da União (CGU) condenando Madero Indústria e Comércio S.A. (“Grupo Madero” ou “Companhia”) à pena de multa no valor mínimo legal.

“A Companhia não concorda com a manifestação da CGU e vai adotar todas as medidas legais cabíveis para recorrer dessa decisão, porque, na realidade,em 2015 foi vítima de ameaças e extorsões de fiscais do MAPA, e, por iniciativa própria, procurou a Polícia Federal para comunicar esses fatos, tendocolaborado, desde o início, de maneira efetiva com as investigações policiais.

“A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal, inclusive, já analisaram esses mesmos fatos e não imputaram qualquer tipo de responsabilidade à Companhia ou a seus representantes.

“A própria decisão da CGU destaca que a apuração dos fatos foi oriunda da autodenúncia da empresa.

“O Grupo Madero é uma empresa sólida, idônea e que se pauta pela seriedade, qualidade de seus produtos e serviços, bem como na ética que rege a conduta de seus representantes e funcionários.”

Atenciosamente,

Madero Indústria e Comércio S.A.

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