Renovação pra deputado federal pode ser mínima em Goiás. Jean Carlo e Iris Araújo são cotados

Adriano do Baldy, José Nelto, José Mário Schreiner, Glaustin Fokus e Francisco Júnior querem arrancar vagas dos atuais deputados

Adriano do Baldy, José Nelto, José Mário Schreiner, Iris Araújo, Jean Carlo, Glaustin Fokus, Professor Alcides Ribeiro

Cientistas políticos, pesquisadores, políticos e marqueteiros sugerem que, embora os eleitores clamem por renovação, algumas vezes, em termos de eleições proporcionais, ganham aqueles políticos que já são deputados ou contam com uma estrutura de campanha poderosa (leia-se money). Para deputado federal, por exemplo, a mudança será grande ou pequena? Tudo indica que será menor do que muitos — inclusive os eleitores radicalizados — esperam.

Goiás conta com 17 deputados federais e vários deles deverão ser reeleitos. Pelo menos dois deles não serão candidatos à reeleição — Daniel Vilela (MDB) e Alexandre Baldy (PP). Sobram duas vagas para novatos. Frise-se que ninguém tem vaga garantida, mas é provável que alguns deputados serão reeleitos — como Delegado Waldir Soares (PSL), Flávia Morais (PDT), Giuseppe Vecci (PSDB), Magda Mofatto (PR), Célio Silveira (PSDB), João Campos (PRB), Jovair Arantes (PTB), Roberto Balestra (PP), Heuler Cruvinel (PP), Thiago Peixoto (PSD) e Fábio Sousa (PSDB). A palavra crucial é “provável”. Rubens Otoni (PT), que tem méritos mas cuja base política encolheu — dado o escândalo do PT de Lula da Silva (que está preso) —, é um dos políticos que pode ter sua vaga “tomada”. Marcos Abrão (PPS), que obteve 92.347 votos em 2014, corre sério risco de ficar como suplente.

Dos candidatos “novos” são poucos que têm condições de derrotar as figuras tradicionais. O único nome realmente sólido do MDB é Iris Araújo (mas não representa renovação), devido ao apoio do prefeito de Goiânia, Iris Rezende. Em 2004, ela obteve uma votação pífia, mas, em 7 de outubro deste ano, sua votação deve melhorar. Porém, conforme a coligação, terá dificuldade para se eleger. Wdineia Oliveira e Bernardo Sayão são meros figurantes e sequer são conhecidos de 30% dos eleitores que votam nos candidatos do MDB.

O deputado estadual Jean Carlo, do PSDB, é apontado como uma das possíveis surpresas, dada a estrutura que montou em todo o Estado. O PP banca Professor Alcides Ribeiro, dono da Faculdade Alfredo Nasser, e Adriano do Baldy (que, como o novo nome indica, é bancado pelo ministro Alexandre Baldy). O PSC lança Glaustin Fokus, que, apesar de amplo apoio na Igreja Assembleia de Deus, não tem cancha política. O PSD aposta que poderá eleger o deputado estadual Francisco Júnior, que tem apoio consistente da Renovação Carismática, facção religiosa da Igreja Católica. O DEM aposta em José Mário Schreiner e o Podemos em José Nelto.

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Jota Marcelo

Heuler Cruvinel e Pedro Chaves também não concorrem ao cargo focado nesta nota.