Rejeição de Ibaneis pode retirá-lo do 2º turno e abrir espaço para Leila Barros e Izalci Lucas

Pelo quadro de hoje, o governador não iria para o segundo turno, que pode ser disputado entre Leila e Izalci ou Leila e Flávia Arruda

Aliados do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), examinando pesquisas a respeito do quadro pré-eleitoral de Brasília, estão impressionados com o índice de rejeição do governador Ibaneis Rocha, do MDB.

Ibaneis Rocha, governador do DF: desgaste | Foto: Divulgação

As pesquisas sugerem que, se as eleições fossem disputadas agora, Ibaneis poderia não ir para o segundo turno. Há motivos para o desgaste. Primeiro, acreditava-se, pelo discurso agressivo e grandiloquente — como se fosse um Odorico Paraguaçu do Planalto —, que o emedebista seria um grande gestor. Mas os dados sugerem que, apesar de ter uma fortuna nas mãos, todo mês, o administrador do Distrito Federal não parece ter noção do quer fazer. Segundo, embora não haja evidência de que, pessoalmente, o governador tenha se envolvido em corrupção, há provas de que, na Secretaria da Saúde, assaltou-se o Erário. Um governador não deve roubar— e Ibaneis Rocha não rouba —, mas também não deve deixar que roubem. Terceiro, comenta-se que, preocupado com miudezas, Ibaneis teria terceirado o governo. Diz-se que há vários governadores em Brasília e Ibaneis é o que governa menos.

Izalci Lucas e Leila Barros: os dois podem se enfrentar no segundo turno | Foto: Senado

Ante o desgaste de Ibaneis Rocha, o Palácio do Planalto — leia-se Bolsonaro e seus luas-pretas — ainda não sabe o que fazer. Há quem postule que o presidente deveria bancar a ministra do Governo, deputada federal licenciada Flávia Arruda, para governadora. Ela quer, mas não vai colocar seu bloco na rua agora. A interlocutores, inclusive o presidente, estaria dizendo que vai esperar o quadro ficar mais “claro”. Seu grupo considera que Ibaneis Rocha, dado o peso da máquina, ainda tem chance de vencer o pleito. Ela, portanto, pode disputar mandato de senadora ou de deputada federal. O que não quer é ficar sem mandato entre 2023 e 2026. Em Brasília, diz-se, só tem voz quem tem mandato.

Bolsonaro trabalha para emplacar o ministro dos Transportes, Tarcísio de Freitas — a cara mais positiva e proativa do governo federal — como candidato a governador de São Paulo. Entretanto, o ministro avalia que não é o momento de disputar o governo do Estado mais rico do país e teme enfrentar Geraldo Alckmin (vai para o PSD ou para o super DEM), hoje o favorito.

Leila Barros e José Antônio Reguffe: possíveis parceiros de chapa | Foto: Senado

Tarcísio de Freitas até encara disputar mandato de senador. Pode ser em São Paulo? Pode. Mas ele prefere disputar mandato de senador em Brasília, onde mora, ou em Goiás, onde milita um de seus melhores amigos, o deputado federal Major Vitor Hugo (que o indicou para o ministério), do PSL.

Há quem acredite que Bolsonaro deveria lançar Tarcísio de Freitas para o governo de Brasília. Porque o quadro político local estaria aberto, sem favoritos disparados.

Se o senador José Antônio Reguffe apoiar Leila Barros, a senadora terá condições de se eleger. Os dois políticos são limpos, não têm envolvimento em falcatruas, e podem se tornar as principais apostas dos eleitores de Brasília

No momento, quem está deslanchando nas pesquisas — nas não manipuladas — é a senadora Leila Barros, a Leila do Vôlei, do Cidadania.

Só há um drummond a ser retirado do caminho — o popularíssimo senador José Antônio Reguffe, considerado um político decente — de Leila Barros.

Jair Bolsonaro Flávia Arruda: a possível aposta do presidente  | Foto: Reprodução

Reguffe, do Podemos, é cotado para disputar o governo, mas políticos de Brasília sustentam que, no fundo, planeja disputar a reeleição. Ao se lançar para o governo, estaria tão-somente se cacifando e buscando apoio para continuar no Senado. Se apoiar Leila Barros, a senadora terá condições de se eleger. Os dois políticos são limpos, não têm envolvimento em nenhuma falcatrua, e podem se tornar as principais apostas dos eleitores de Brasília — uma para o governo, Leila Barros, e um para o Senado, Reguffe.

Por fim, mas não menos importante, há o senador Izalci Lucas, do PSDB. Percebendo o desgaste de Ibaneis Rocha, e que os eleitores querem trocá-lo, Izalci colocou-se, desde já, como o anti-Ibaneis.

Na CPI da Pandemia e entrevistas, Izalci Lucas bate sem dó nem piedade em Ibaneis Rocha, buscando polarizar com o governador, ao mesmo tempo que contribui para enfraquecê-lo. O único problema é que Izalci e Leila Barros dividem os votos das oposições. Mas há quem postule que no segundo turno se terá Leila Barros e Izalci. Ou então duas mulheres: Leila Barros e Flávia Arruda.

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