Rebelião evangélica luta para bancar Luiz do Carmo na vice de Daniel Vilela
01 agosto 2026 às 21h31

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Os evangélicos são, em geral, moderados, mas, em prol de suas ideias e projetos políticos, costumam ter uma coesão que falta a outros segmentos.
No momento, a Igreja Assembleia de Deus, assim como outros setores evangélicos — mas estes com escasso empenho —, opera para bancar o ex-senador Luiz do Carmo (PSD) para vice do governador Daniel Vilela, pré-candidato pelo MDB.

Luiz do Carmo e José Mário Schreiner (PSD) vinham disputando o direito de ser vice de Daniel Vilela quase pau a pau.
José Mário Schreiner por ser representante do Agro e ter o apoio de parte do empresariado urbano.
Já Luiz do Carmo conta com o peso dos evangélicos — que costumam votar, na maioria das vezes, nos indicados por seus representantes — e de setores do MDB.

Porém, divulgou-se a informação de que ambos estariam “fora do jogo”. Porque o vice de Daniel Vilela “será” Adriano da Rocha Lima — uma indicação do candidato a presidente da República pelo PSD, ex-governador Ronaldo Caiado.
Supostamente por saber que a questão já estava “fechada” — Adriano da Rocha Lima estaria definido como pré-candidato a vice (apesar da resistência de setores do MDB) —, as lideranças evangélicas decidiram reagir.
Primeiro, o influente pastor Josué Gouveia, da Assembleia de Deus, manifestou-se com firmeza, nas redes sociais, apoiando Luiz do Carmo. Chegou a criticar, ainda que com moderação, Adriana da Rocha Lima.

Segundo, nos bastidores, o grupo do bispo Oídes José do Carmo passou a articular ainda mais fortemente para Luiz do Carmo (é irmão de Oídes).
Terceiro, o Podemos, na sua convenção, definiu candidatos proporcionais, mas não os majoritários. Só definirão quando o vice de Daniel Vilela for escolhido. O Podemos é controlado em Goiás por políticos ligados à Assembleia de Deus, como o deputado federal Glaustin Fokus, aliado do bispo Oídes José do Carmo e do deputado estadual Henrique César.

O mercado persa da política não esperava a reação dos evangélicos, que tem sido dura e coordenada.
Os evangélicos querem e devem apoiar Daniel Vilela. Mas pode ser um apoio motivado ou um apoio distanciado.

Há a possibilidade de o grupo de Oídes José do Carmo, com outros ministérios da Assembleia de Deus, seguirem com os pré-candidatos a governador, Wilder Morais, do PL, ou Marconi Perillo, do PSDB? A hipótese é remota, mas não impossível. (Frise-se que Luiz do Carmo não pode ser candidato nem ao lado de Wilder Morais nem ao lado de Marconi Perillo. Porque é filiado ao PSD, que não apoiará nenhum deles.)
“Nós queremos e vamos apoiar Daniel Vilela, mas queremos ser contemplados na chapa majoritária, com a indicação de Luiz do Carmo para vice”, afirma um pastor. (E.F.B.)


