Questão do segundo voto para senador, que prejudicaria Marconi, é um mito unidimensional

Com quatro candidatos fortes na disputa, o segundo voto será atomizado, quer dizer, bastante dividido. Portanto, não terá grande efeito

Marconi Perillo e Lucia Vânia: candidatos da base governista | Montagem: Reprodução

Há o mito do segundo voto na eleição para senador em Goiás.

A visão tradicional reza o seguinte: Marconi Perillo terá dificuldade porque quase não tem o segundo voto dos demais candidatos. Pode até ser.

Vanderlan Cardoso: candidato do PP | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Mas o que ninguém diz, porque a tendência é repetir uma visão unidimensional, é que, com quatro candidatos fortes na disputa — Marconi Perillo, do PSDB, Lúcia Vânia, do PSB, Vanderlan Cardoso, do PP, e Jorge Kajuru, do PRP —, o segundo voto será atomizado, quer dizer, bastante dividido. Portanto, não terá grande efeito. Porque não fortalecerá nenhum dos candidatos.

Jorge Kajuru: candidato do PRP | Foto: Alberto Maia/Câmara Municipal de Goiânia

O que vai importar mesmo é a quantidade de votos que os candidatos terão. Segundo as pesquisas, Marconi Perillo será o mais bem votado — e é possível que tenha uma votação bem maior do que o registrado pelas pesquisas qualitativas. Portanto, é preciso relativizar a tese do segundo voto.

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