Quatro políticos cobiçam — desde já — a vice de Ronaldo Caiado

Lissauer Vieira, Alexandre Baldy, Adib Elias e Lincoln Tejota montam estruturas em 2020 para chegarem fortes em 2022

A eleição de 2022 vai ser disputada daqui a dois anos e seis meses. Mas, como as desincompatibilizações começam em abril de 2022, a pré-campanha estará nas ruas daqui a dois anos. Até lá, o novo coronavírus já será chamado de “velho” coronavírus — certamente com vacina e tudo mais.

Com uma gestão ajustada, e sem corrupção e sem populismo, o governador Ronaldo Caiado, do DEM, é favoritíssimo. Se a eleição fosse hoje, seria reeleito. Quem vai disputar contra o líder do Democratas? Talvez Daniel Vilela, do MDB. Talvez o senador Vanderlan Cardoso, do PSD. Ou talvez os dois se unam para a disputa. Comenta-se também que, se reeleito, o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), vai tentar reaproximar os Vilelas, Maguito e Daniel, de Ronaldo Caiado.

O “vírus da cobiça” está instalando noutra disputa: a vice de Ronaldo Caiado. O atual vice, Lincoln Tejota, do Cidadania, articula com volúpia no interior com o objetivo de eleger uma grande base de prefeitos e vereadores. Seu objetivo é manter a vice (ou, se não der, ser vice noutra chapa).

Quem mais cobiça a vice “de” Lincoln Tejota é Adib Elias, presidente do Podemos. O prefeito de Catalão iria se filiar ao DEM, mas, por saber que a chapa majoritária de 2022 dificilmente terá dois integrantes do partido, recuou e se filiou ao Podemos, que está montando uma grande estrutura no interior com o objetivo de eleger prefeitos e vereadores. Para ter força no jogo do pleito de 2022.

O presidente do Progressistas, Alexandre Baldy, anuncia, para quem quer e para não quer ouvir, que será candidato a senador em 2022. De fato, é um de seus projetos. Entretanto, os mais íntimos do ex-ministro admitem que, nos bastidores, ele fala em ser candidato a vice. “Baldy não vai pisar na cabeça de ninguém, mas pretende eleger um grande número de prefeitos e vereadores, e, se conseguir, terá muita força em 2022. Aí terá mais condições de definir seu projeto em relação à chapa majoritária”, diz um baldista.

Se vice não manda em nada, às vezes nem nele mesmo, por que os três políticos — mais Lissauer Vieira, do PSB — cobiçam a vice de Ronaldo Caiado para o próximo pleito?

O motivo é tão prosaico quanto pragmático. Quando chegar 2022, em abril, Ronaldo Caiado poderá deixar o governo para disputar mandato de senador. Então o vice assumirá o governo e se tornará o candidato natural a governador. “Simples assim”, diz o aliado de Baldy.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.