“Quarentena prova que tablet e internet boa são escolas em tempo integral”, diz Nilson Gomes

Receita é levar monitores de esporte e cultura a condomínios verticais e horizontais e fazer nos bairros centenas de miniquadras e teatros de arena

O dia seguinte à pandemia vai ser de juntar os cacos, calcular os prejuízos e começar a volta por cima. No caso do poder público, os cofres estarão vazios, com agravante de ter de socorrer famílias endividadas, economia arrasada e nova leva de desempregados. Portanto, nem adianta pré-candidato prometer altos investimentos em escolas em tempo integral, nos moldes que fizeram sucesso no mundo inteiro. A solução, diz o jornalista e advogado Nilson Gomes, “é a tecnologia, como a quarentena está provando”.

Na área da Educação, inclusive a pública, a saída durante o surto de coronavírus “tem sido unicamente pela tecnologia”, lembra o jornalista, “o que está penalizando a população mais carente, pois ficou difícil conseguir até a alimentação, imagine investir em equipamentos”.

Nilson Gomes, pré-candidato do DEM: a prefeitura deveria “distribuir tablet com internet pra cada aluno do 6° ao 9º ano da rede pública de ensino” | Foto: Divulgação do DEM

Para isso, sua ideia é “distribuir um tablet com internet que presta para cada aluno do 6° ao 9º ano da rede pública municipal de ensino”, receita o pré-candidato do DEM a prefeito de Goiânia. “O ensino a distância vai sobreviver à pandemia, pois o melhor segundo turno de aulas será na casa do estudante”. As escolas públicas da Capital, segundo Nilson Gomes, não têm espaço nem estrutura mínima para ficar com alunos durante 10 a 12 horas por dia.

No planejamento de Nilson, o estudo será completado no contraturno com o tablet. As disciplinas práticas, como Educação Física, Ciências e artes, como a música, terão tutoriais no canal de cada escola no YouTube, material (de laboratório, por exemplo) de o aluno levar para casa.

“Na gestão de Darci Accorsi”, lembra Nilson do prefeito de Goiânia entre 1993 e 1996, “monitores iam aos prédios ministrar atividades nas quadras. Vamos voltar com o esporte e implantar também música, artes plásticas e empreendedorismo ao lado da residência do aluno”. A prefeitura não tinha gasto: os profissionais eram pagos pelo governo federal, em programa que permanece.

E para quem não mora em prédio? “Vamos reduzir a quase zero a quantidade de comissionados e, quando houver, será na Comurg em serviços como de pedreiro, marceneiro e serralheiro, para fazermos obras livres de empreiteiras”, sonha Nilson Gomes. Em seus cálculos, se construir por via direta, uma quadra de vôlei de areia, de golzinho ou basquete com uma só cesta fica em média por R$ 4 mil cada: “Serão centenas de miniquadras nos bairros, sem luxo, só com o essencial”.

Assim como as miniquadras podem ser feitas em pontas de praças ou lotes baldios, dos quais Goiânia continua cheia, os equipamentos culturais terão os mesmos destinos: “É possível fazer teatros de arena na cidade inteira, para treinar coral, poesia falada, a pessoa com talento para voz ou instrumento fazer suas primeiras apresentações, luau, o pessoal ensaiar as peças e até se apresentar”, ensaia Nilson Gomes. Tudo isso, segundo ele, sem onerar os cofres da prefeitura, que estarão vazios no pós-pandemia.

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