Qualis sugerem que eleitor goianiense pensa em Vanderlan, Vecci, Francisco, Bittencourt e Adriana

Pré-candidatos Adriana Accorsi, Vecci, Bittencourt, Vanderlar Cardoso, e Francisco Jr.

Pré-candidatos Adriana Accorsi, Vecci, Bittencourt, Vanderlar Cardoso, e Francisco Jr.

Pesquisas estão circulando nos gabinetes políticos, em reuniões de bairros e nas redações dos jornais. Não são divulgadas porque não têm registro na Justiça Eleitoral. No momento, há uma pré-campanha pela qual os postulantes estão se apresentando à sociedade, com o objetivo mais de se tornarem conhecidos do que, de fato, de conquistarem seus votos. Os eleitores acompanham as exposições, captam algumas de suas ideias, mas ainda não estão objetivamente interessados em candidaturas. É como se os eleitores tivessem um tempo específico — um tempo que é diferente, até muito diferente, do tempo dos políticos e, até, dos jornalistas.

Se os eleitores ainda não estão se movimentando, sem observar os candidatos com a devida atenção, já é possível garantir que determinados candidatos vão para o segundo turno e que alguns candidatos estão fora do páreo? De maneira alguma. Nenhum analista sério, que entenda a necessidade de equilíbrio e isenção no exame dos fatos e pesquisas, dirá que o quadro atual será necessariamente o quadro de agosto, setembro e outubro.

Os políticos que aparecem em primeiro lugar neste momento, como se o quadro eleitoral estivesse fixo e, portanto, imutável, podem sair do páreo amanhã. A frente deles pode ser chamada, e é chamada assim por marqueteiros e pesquisadores qualificados, de inercial. Quer dizer: os líderes nas pesquisas quantitativas, as da circunstância, são mais conhecidos. Even­tualmente, por serem políticos populistas, desses que chamam a atenção e se tornam até folclóricos, são mais lembrados do que políticos mais propositivos. Pode-se sugerir, sem incorrer em erro, que as pesquisas atuais revelam muito mais “conhecimento” — os que lideram são mais conhecidos — do que preferências definidas por parte dos eleitores.

Porém, quando se afirma que há uma liderança inercial, motivada mais por conhecimento do que preferência, não se está dizendo, também, que o quadro pode mudar inteiramente. É possível, em certos casos, sugerir que alguns políticos começam e continuam na frente durante toda a campanha. Há analistas que avaliam que dificilmente Iris Rezende não irá para o segundo turno, enquanto outros postulam que, como aparentemente “assusta” a classe média, o deputado federal Waldir Delegado Soares tende a se desidratar durante a campanha.

Pode ser que isto ocorra, mas também pode ser que não ocorra. Até porque o capital eleitoral do delegado não é nada desprezível. Resta saber se, para prefeito, este capital será ampliado.
As pesquisas qualitativas, que são mais caras, revelam muito mais, porém políticos, assim como jornalistas, apreciam mesmo são as quantitativas, de consumo mais rápido, permitindo manchetes sensacionalistas e o clima do “já ganhou” ou do “já perdeu”. As qualis sugerem que os eleitores goianienses querem eleger um prefeito que seja gestor, que entenda a modernidade de Goiânia, e não seja populista. Noutras palavras, contrariam as pesquisas quantitativas.

As qualis indicam que o perfil cobrado pelos goianienses é, aproximadamente, o de Vanderlan Cardoso (PSB), o de Giuseppe Vecci (PSDB), o de Francisco Júnior (PSD), o de Luiz Bittencourt (PTB) e o de Adriana Accorsi (PT). Curiosamente, Iris é visto como populista e, ao mesmo tempo, gestor eficiente.

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