Há alianças que parecem impossíveis, mas o tempo acaba sugerindo que são possíveis. Quem diria que o PT e o União Brasil, partido dos liberais no Brasil, caminhariam juntos? Pois estão irmanados no governo federal. O UB tem ministérios e está afinado com o presidente Lula da Silva, do PT.

Na semana passada, numa conversa com petistas e emedebistas, um repórter do Jornal Opção colheu informações no mínimo curiosas. Como disse uma fonte, são conversas bem “preliminares”, “sondagens”. Portanto, ressalva, “não há nada de concreto”.

Adriana Accorsi, deputada federal eleita pelo PT | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção
Adriana Accorsi: a deputada teria um vice do MDB? | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Petistas e emedebistas, numa conversa informal, admitiram a possibilidade de uma composição política em Goiânia e Anápolis. As duas disputas eleitorais, daqui a um ano e sete meses, seriam conectadas.

O MDB lançaria o vice (ou a vice) da deputada federal Adriana Accorsi, do PT, na disputa pela Prefeitura de Goiânia. Qual vice? Quatro nomes foram citados nas conversas: Ana Paula Rezende, Leandro Vilela, Paulo Ortegal e Romário Policarpo (vai se filiar ao MDB).

Há outra possibilidade? Os petistas e os emedebistas avaliam que sim. O PT poderia lançar o ex-reitor da Edward Madureira como vice de Romário Policarpo, de Ana Paula Rezende ou de Leandro Vilela.

Roberto Naves, prefeito de Anápolis: sucessão de 2024 passa por ele | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

O quadro de Anápolis é mais complicado, porque lá o PT tem um pré-candidato forte, Antônio Gomide, assim como o MDB, Márcio Corrêa.

Antônio Gomide é deputado estadual e há quem afirme que, no fundo, o que quer mesmo é ser deputado federal. Se isto for verdadeiro, o parlamentar poderia não disputar mandato em 2024, resguardando-se para 2026, e bancar o vice do MDB em Anápolis, quer dizer, o vice de Márcio Corrêa.

Quem seria o vice? Não se sabe. O PT tem políticos de qualidade na cidade, como a ex-vereadora Professora Geli e o vereador Marcos Carvalho. O certo é que, se o PT indicar o vice, este sairá do quadro de aliados de Antônio Gomide, e não exatamente do quadro de aliados do deputado federal Rubens Otoni. Os dois são irmãos, mas articulam separadamente, com grupos de aliados diferentes.

Alexandre Baldy: cotado para disputar a Prefeitura de Anápolis | Foto: Divulgação

O que se disse acima é o retrato da política de Anápolis, no momento? Não é. O quadro efetivo é de disputa entre Antônio Gomide e Márcio Corrêa. Porém, se este bancar aquele para deputado federal em 2026, tendo sido eleito ou não prefeito em 2024, talvez seja possível uma aliança política na disputa pela prefeitura.

Há, por fim, o prefeito de Anápolis, Roberto Naves (pP), que é um articulador político de primeira linha e que não vai ficar parado, assistindo de camarote a ascensão de Antônio Gomide e Márcio Corrêa, ou até mesmo uma aliança entre ambos.

Roberto Naves tende a lançar candidato a prefeito. Dadas sua experiência política e sua capacidade de articulação, o candidato, qualquer que seja, será forte e competitivo, com chance de vencer o pleito.

Se o candidato de Roberto Naves for Alexandre Baldy (ou sua mulher, Luana Limírio), que também sabe articular, as oposições têm de pôr as barbas de molho. Vale lembrar que Roberto Naves foi eleito e reeleito (e derrotou tanto Antônio Gomide quanto Márcio Corrêa). Trata-se de um profissional que não tem preguiça de fazer política.