PSDB ou MDB: um dos partidos pode bancar o vice de Antônio Gomide em Anápolis

Há também a possibilidade de Samuel Gemus ser vice de Márcio Correia ou vice-versa. MDB não descarta aliança com Roberto Naves

Samuel Gemus, do PSDB

O PSDB e o MDB estão apostando em dois profissionais da área de saúde para renovar seus comandos em Anápolis. A velha guarda anapolina transformou o MDB num nanopartido — assim como ocorreu com o PSDB. Portanto, a renovação é uma necessidade de sobrevivência tanto local quanto estadual.

O PSDB buscou o médico Samuel Gemus para dirigi-lo. É uma tentativa de atrair forças políticas novas e não desgastadas. O partido tem feito papel de figurante — dos mais figurantes — nos últimos pleitos no município. Eleitoralmente, aproxima-se da desmoralização.

O MDB local servia, até há pouco, a grupos sem força política e representatividade na sociedade. Tornou-se um perdedor, um partido coadjuvante, chegando, nas eleições regionais, a prejudicar os candidatos a governador. Por isso o presidente estadual Daniel Vilela decidiu bancar o dentista e empresário Márcio Correia para comandar o partido.

Samuel Gemus e Márcio Correia são jovens e não têm desgastes políticos. E, claro, não têm experiência política.

Entretanto, mesmo mudando os comandos, MDB e PSDB talvez não tenham a mínima chance de eleger o próximo prefeito de Anápolis. No momento, há uma polarização entre o prefeito Roberto Naves, que deve trocar o PTB pelo PP, e o deputado estadual Antônio Gomide (PT). Roberto Naves revelou-se um articulador de primeira linha e opera, no momento, uma ampla frente política — o que pode levá-lo à reeleição. Gomide tem força política, mas é considerado “arrogante” por aliados e prováveis aliados. O petista pode acabar isolado e, deste modo, perder a eleição (há quem aposte que não será candidato, optando pela disputa de deputado federal, em 2022, até para confrontar seu principal adversário na política goiana, o deputado federal Rubens Otoni; eles são irmãos, rivais e, até, inimigos).

Márcio Correia, do MDB de Anápolis

Se não têm chances eleitorais reais, o que farão Samuel Gemous e Márcio Correia? Os dois, embora neófitos, são inteligentes e perspicazes. Por isso, a tendência é uma composição com o PT de Antônio Gomide. Neste caso, Correia (ou Gemus) seria guindado a vice do petista.

Há mais duas hipóteses. Primeira: Gemus pode ser vice de Márcio Correia ou vice-versa. Seria a chapa da renovação 100%.

Segunda: Márcio Correia poderia ser vice de Roberto Naves. Estranho? Parece, mas não é. O PP aproximou-se administrativamente do governo de Ronaldo Caiado e a aproximação pode se tornar política. Porém, em 2022, se candidato a governador, Daniel Vilela vai precisar do PP — aliás, como Ronaldo Caiado também vai precisar, assim como o PP vai precisar do MDB ou do DEM — e, por isso, tenderá a estabelecer algumas alianças municipais tendo em vista o pleito posterior a 2020. Portanto, não se pode ignorar que o MDB pode acabar compondo uma aliança com o PP em Anápolis — e uma aliança que pode não excluir o DEM. A possibilidade de Roberto Naves articular uma frente poderosa — que poderá se tornar imbatível — não deve ser descartada.

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