Na eleição de 2020, Marcos Rogério Cândido Leite, conhecido como Chicão, do Solidariedade, foi eleito prefeito de Piranhas, município de Goiás, com 36,29% dos votos válidos.

Professor Fábio (Fábio Lassere Sousa Borges), então no PSL, ficou em segundo lugar — com 33,79% dos votos válidos. Ele é professor universitário e é apontado como um político “moderno” e “articulado”.

A diferença entre Chicão Leite e Professor Fábio foi de apenas 176 votos. Um “beicinho de pulga”, como se diz na cidade.

A soma de todos os candidatos, excluindo Chicão Leite, foi de 4.420 votos, ou seja, 1868 votos a mais do que a votação do prefeito.

Desgaste e o peso da máquina pública

Em outubro deste ano, daqui a nove meses, Chicão Leite e Professor Fábio voltarão a terçar forças. Com uma diferença: o prefeito tem desgaste e, de acordo com um ex-vereador, até aliados reclamam dele. “Chicão não atende as pessoas”, frisa.

Mas claro que a máquina pública tem peso decisivo em campanhas eleitorais. Portanto, Chicão Leite não deve ser tratado como “galinha morta” pela oposição.

Professor Fábio, que se filiará ao MDB — atendendo convite do vice-governador Daniel Vilela, presidente estadual do MDB, do vice-presidente estadual, Manuel Cearense, e do deputado estadual Lucas do Vale —, agora conta com uma aliança política mais encorpada.

“Aproximei Professor Fábio do deputado Lucas do Vale e vamos levá-lo para o MDB. Nós, do MDB, entendemos que será um dos candidatos a prefeito mais bem-votados do pleito de outubro. Ele lidera as pesquisas de intenção de voto, com folga. A disputa maior, no momento, é para saber quem será o seu vice”, afirma Manuel Cearense. (E.F.B.)