Pirenópolis, para escapar de João do Léo e do beleléu, pode apostar em Nivaldo Melo

Prefeito diz que os coronéis querem derrubá-lo. Mas ele próprio é um coronel político disfarçado de soldado

João do Léo, prefeito, e Nivaldo Melo, ex-prefeito | Foto: Reproduções

Pirenópolis está numa encruzilhada: apoiar Nivaldo Melo, que fez uma administração arrojada em dois mantados, ou manter João do Léo (DEM) na prefeitura.

João do Léo é um político simpático, afeta ser humilde, mas não entende de gestão pública. O prefeito diz que não rouba. Mas, debaixo de seus olhos, estavam roubando o Erário (há denúncias graves). Uma procuradora do município chegou a dizer — na Câmara Municipal — que não há inocentes na história.

O problema chave de João do Léo é que não sabe administrar, daí o caos que vive a cidade. Não se sabe se é mal-intencionado.

Nivaldo Melo, pelo contrário, tem experiência com gestão e conseguiu ajustar a prefeitura em dois mandatos. Se ganhar em 2020, assumindo em 2021, terá dificuldade para corrigir os equívocos cometidos por João do Léo.

Nas ruas de Pirenópolis, só há quatro tipos de eleitores: os que falam mal de João do Léo de manhã, os que falam mal de João do Léo à tarde, os que falam mal de João do Léo à noite e, sim, os que falam mal de João do Léo nos três turnos.

Mas o que fazem os eleitores de madrugada? Ora, descansam a língua para falar mal no dia seguinte.

Pirenópolis está esburacada, suja e encardida. Ao léu e próxima do beleléu. Enquanto isso, João do Léo curte a vida, como bon vivant que é — fingindo que é um homem simples, o que, na prática, não é. É um coronel disfarçado de soldado.

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