Petistas dizem que sabem que, por 2016, o PMDB irista planeja romper com o prefeito Paulo Garcia

Iris Rezende e Paulo Garcia: daqui pra frente, o primeiro vai trabalhar para dissociar sua imagem da do segundo. Porém há apreço pessoal | Foto: Divulgação

Iris Rezende e Paulo Garcia: daqui pra frente, o primeiro vai trabalhar para dissociar sua imagem da do segundo. Porém há apreço pessoal | Foto: Divulgação

Peemedebistas não querem compor com o PT em Goiânia. É definitivo. Na semana passada, Iris Rezende costurava uma aliança para a capital que excluía o PT do prefeito Paulo Garcia. Dilema de Iris: tem um carinho especial por Paulo Garcia, o menciona como leal, mas não o avalia positivamente como prefeito. Dada a ligação pessoal, quase como se fossem pai e filho, o peemedebista-chefe não diz, frente a frente, o que pensa sobre sua gestão. Aos mais íntimos, Iris tem dito mais ou menos o seguinte: tudo, até aliança com Jorge Kajuru (PRP), menos com o PT. Chega-se a dizer que o PT deve bancar candidato, como Adri­ana Accorsi, para que possa defender o prefeito, e, com isso, deixar Iris livre para apresentar suas propostas e não ficar na defensiva.

Há quem diga, mesmo no PMDB, que não se rompeu com o PT devido aos cargos. É parcial mas não inteiramente verdadeiro. O rompimento não se deu, ainda, porque Iris pediu para esperar mais — em respeito ao amigo e aliado Paulo Garcia. Desvencilhar-se do prefeito petista não será fácil para o peemedebista — e acrescente-se que o próprio Paulo Garcia não quer o rompimento e insiste, nos bastidores, que Adriana Accorsi, sua pupila, deveria ser candidata a vice de Iris. Cu­riosamente, o decano peemedebista “aprova” a deputada, mas não a quer como vice porque ela leva Paulo Garcia para seu palanque.

Na semana passada, o Jornal Opção conversou, em off, com seis petistas, de proa e retaguarda. O repórter surpreendeu-se com o realismo repentino dos reds. Todos disseram que sabem que Iris não quer manter a aliança com o PT e que deve rompê-la entre maio e junho de 2016. Admi­tiram que estão “fingindo” que não sabem que o PMDB planeja romper com eles, no momento que julgarem oportuno. O que os petistas não querem fazer, sobretudo a tendência de Paulo Garcia, é dar o primeiro passo. Eles vão esperar, até a undécima hora, o PMDB romper. Até porque, sem o PMDB, o prefeito não consegue governar. Ele é a presidente Dilma Rousseff de Goiás.

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