Pesquisador sugere que segundo turno pode ser entre José Eliton e Daniel Vilela

Expert considera que Ronaldo Caiado é o líder nas pesquisas, mas aponta se trata de uma liderança rígida, que não se move para cima

Fotos: Fernando Leite / Jornal Opção

“As pesquisas não mentem, mas os números enganam”, afirma um pesquisador. Como resolver o problema, de matiz praticamente matemático?

O especialista está sugerindo o seguinte: os números das pesquisas de intenção — quando os levantamentos são sérios e competentes — retratam com veracidade o quadro eleitoral de um momento dado. Entretanto, os números, de acordo com o embate eleitoral, podem ser mudados, e, sim, de maneira radical. “A campanha faz surgir um outro tipo de eleitor, que ainda não tem como ser pesquisado com abrangência, não por que esteja apático, e sim porque, no momento, tem outros interesses.”

O pesquisador diz que, depois de examinar pesquisas com lupa — checando detalhes mínimos —, descortinou um quadro novo e enigmático. Sim, o senador Ronaldo Caiado é o líder nas pesquisas — o que é incontestável. Mas a “rigidez” de seus números, sugerindo que não vai crescer mais e que, portanto, tende a cair, indica, por outro lado, que o governador José Eliton, pré-candidato à reeleição pelo PSDB, e Daniel Vilela, pré-candidato a governador pelo MDB, têm condições de virarem o jogo e irem para o segundo turno, superando, de maneira surpreendente, o líder.

O expert — que prefere omitir o nome, pois estuda convite para participar de uma campanha — diz que a tendência é que sua análise não seja considerada isenta. “Nada, na verdade, é isento. Mas não estou dizendo que Ronaldo Caiado não tem chance de ser eleito, porque tem. O que estou ressalvando é que os dados indicam que chegou a um limite — não uso a palavra “teto”—e que os demais postulantes têm chance de crescer. O crescimento de José Eliton e Daniel Vilela, num primeiro momento, certamente vai ser em cima do votos dos indecisos. Porém, num segundo momento, começarão, quem sabe, a ‘tomar’ votos de Caiado. Se isto acontecer, o que é provável, o pré-candidato do DEM começará a cair. E, cada vez que cair cerca de 2% a 3%, alguém vai subir um pouco. O que será pior, para Caiado, será a queda da expectativa de poder, Tal problema aconteceu em 1994, quando, de primeiro, despencou para o terceiro lugar e, assim, não foi para o segundo turno.”

O pesquisador afirma que não ficará surpreso se Goiás tiver um segundo turno entre José Eliton e Daniel Vilela. “Hoje, com os números das pesquisas, pode parecer absurdo, até lunático, o que estou dizendo. Mas pode ser o quadro a partir de agosto, quando a campanha realmente começar. O jogo real ainda não se iniciou — todos estão economizando inclusive dinheiro — e não se pode dizer que os ‘jogadores’ estejam sequer em aquecimento. Na verdade, ninguém ainda entrou em campo. O que há são conversas, apresentações de nomes, mas não uma campanha real, encorpada. O pré-candidato que estiver em primeiro lugar, no caso Ronaldo Caiado, será o mais prejudicado na campanha. Porque tende a cair, ainda que, num primeiro momento, a queda não seja acintosa.”

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Cristiane Cavalcante

Quem é o pesquisador?