Na sua segunda pesquisa sobre o cenário da disputa para prefeito de Uruaçu, cidade do Norte goiano, o Instituto Dados apurou que Azarias Machadinho, do MDB, aparece em primeiro lugar, com 25,48%, e Ozires Ribeiro, do Uniao Brasil, tem 23,20%. Trata-se da variável estimulada. A rigor, o quadro é de empate técnico.

Demais pesquisados: Dr. Rodrigo Fernandes (17,57%), Chiquinho (11,60%) e Dr. Juarez (1,23%).

O levantamento, feito nos dias 21 e 22 de junho, ouviu 569 eleitores.

Na pesquisa anterior, de 4 e 5 de abril, Azarias Machadinho apareceu com 23,20%. O segundo colocado era Dr. Rodrigo, com 22,52% (caiu da primeira para a segunda pesquisa). Os demais pesquisados: Chiquinho (9,51%), Ozires Ribeiro (8,35%) e Dr. Juarez (5,05%).

Os dados das duas pesquisas sugerem um leve crescimento de Azarias Machadinho, que permanece em primeiro lugar, e um grande crescimento de Ozires Ribeiro, que saltou do quarto para o segundo lugar, e, como se disse, num quadro de empate técnico.

Ozires Ribeiro, empresário e pré-candidato a prefeito de Uruaçu | Foto: Divulgação do União Brasil

Levantamento espontâneo

Azarias Machadinho também aparece em primeiro lugar na pesquisa espontânea, com 8,61%. Colado, aparece Ozires Ribeiro, com 6,50%. Em seguida, estão Chiquinho (2,64%) e Dr. Rodrigo (0,88%). Dr. Juarez não foi mencionado pelos eleitores.

Influência de Valmir Pedro e Ronaldo Caiado

A ascensão de Ozires Ribeiro se deve a que, exatamente? Uma análise preliminar do quadro político sugere que o apoio do prefeito Valmir Pedro (do PSDB, mas de saída; talvez para o União Brasil) pode ter contribuído para aumentar o cacife eleitoral de Ozires Ribeiro. O instituto Dados verificou que quando se diz que Ozires Ribeiro é apoiado pelo gestor municipal e pelo governador Ronaldo Caiado, do União Brasil, ele aparece com 35,15% e Rodrigo Fernandes tem 26,89%. Esta simulação inclui apenas os dois.

De qualquer maneira, pesquisas, neste momento, têm de ser vistas com cautela tanto pelos eleitores e leitores quanto pelo jornalismo. Porque, como não há campanha e não se sabe o que os pré-candidatos pensam a respeito de saúde, educação e infraestrutura, por exemplo, os eleitores não têm uma ideia precisa a respeitos dos prováveis postulantes.

Há inclusive a possibilidade de alguns dos pré-candidatos desistirem para apoiar aqueles que são considerados mais consistentes. Resta saber, então, se a transferência de voto é realmente viável.

No caso do prefeito Valmir Pedro, que ganhou duas eleições consecutivas, é possível que seu apoio pode “desequilibrar” o quadro eleitoral. Mas é preciso insistir para que se evite análises peremptórias do quadro político. Porque é cedo. (E.F.B.)