Na última quarta-feira, 29, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, publicou um vídeo com um duro discurso por uma postura mais firme da legenda no pleito deste ano em Goiás e por um palanque forte para Lula.

“O PDT terá, em Goiás, candidatura majoritária”, cravou o dirigente, após dizer que a sigla passava por uma reestruturação depois de “alguns que não conseguiram ter firmeza de posição”.

A mensagem não surgiu do nada, muito pelo contrário. Conforme apurado pela coluna Bastidores, o vídeo foi gravado logo após uma dura reunião com lideranças pedetistas em Brasília sobre os rumos do partido em Goiás – encontro esse que não teve a presença do atual presidente estadual.

Interlocutores ouvidos pela coluna revelam que o vídeo trouxe dois recados nas entrelinhas.

Um deles, a cobrança por uma posição mais sólida do PT, partido aliado em nível nacional e estadual, quanto à formação da chapa majoritária em Goiás – decisiva para um palanque coeso para Lula. A sigla pedetista deverá compor como vice do candidato petista, no caso, Luis Cesar Bueno. No entanto, até hoje não há definição de nomes para o Senado.

E o outro recado seria uma insatisfação da direção nacional com a estadual. Não é de hoje que Lupi sinaliza que pode intervir no PDT goiano caso necessário. A avaliação seria a de que a atual presidência não estaria conseguindo conduzir a legenda de forma a fortalecê-la.

O cenário teria se agravado após especulações de que o PDT poderia deixar a Frente Democrática, liderada pelo PT, para compor com o PSDB de Marconi Perillo. Leia-se: a orientação nacional é que o PDT faça palanque para Lula nos estados, o que Marconi definitivamente não tem intenção.