Bastidores
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Fachada do Nexus -- sob investigação | reprodução[/caption]
Não há dúvida de que o Secovi é sério. Mas urbanistas e arquitetos criticam o fato de que teria dado um prêmio de sustentabilidade para um empreendimento imobiliário que ainda nem foi construído. Premiou-se a intenção e, ainda assim, uma intenção mignon. Os edificadores do Nexus, obra da Construtora Consciente, de Ilézio Inácio Ferreira, e da JFG Empreendimentos, de Júnior Friboi, garantem que a obra, quando concluída, vai recolher água da chuva, terá vidros especiais e calçada politicamente correta. É pouco, muito pouco.
Como se trata de uma obra gigante, se o Nexus não oferecer estacionamento gratuito, o que certamente não fará, as ruas do entorno ficarão repletas de veículos estacionados, o que vai prejudicar ainda mais a mobilidade urbana dos setores Oeste, Marista e Sul.
Sustentabilidade se tornou uma palavra da moda e, de tanto uso, perdeu seu verdadeiro sentido. O termo, para valer alguma coisa, precisa ter sentido efetivo, amplo, incrustado na realidade. Não é o caso do Nexus, uma obra que vai provocar congestionamentos, caos urbano. A palavra que o define não pode ser outra: insustentável.
O Secovi, ao premiar o Nexus, ignorou, de maneira olímpica, o fato de que um perito constatou que o Estudo de Impacto de Vizinhança pode ter sido falsificado pela Consciente — ou pela empresa contratada pela construtora — e, por isso, Ilézio Inácio Ferreira está sendo investigado pelo Ministério Público.
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Ilézio Inácio Ferreira e Júnior Friboi: os sócios do megaempreendimento | Foto: Henrique Alves[/caption]
Em sociedade tudo se permite? É o que está sugerindo o Secovi, ao premiar o Nexus. Pode-se falar que se está criando uma espécie de República do Cinismo em Goiânia? Não fosse o Secovi uma instituição da maior seriedade e competência, de amplos serviços prestados à capital, a conclusão seria inteiramente afirmativa. Agora, a premiação, que soa como uma espécie de desagravo, se não piora a imagem do premiado Nexus — já por demais corroída —, piora sobremaneira a do seminal Secovi.
Há algo de errado no Reino da Dinamarca — diria o bardo britânico William Shakespeare. Mas o Ministério Público — este, sim, de uma seriedade exemplar — vai descobrir o que é e, daí, por certo vai denunciar Ilézio Inácio Ferreira e Júnior Friboi à Justiça.
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Governador Marconi e vice, José Eliton, no comando do Inova Goiás | Foto: reprodução[/caption]
Pode-se dizer que 2015 foi o ano do governador de Goiás, Marconi Perillo, e de seu vice-governador, José Eliton. O tucano, no seu 4º mandato de governador, está consolidado. Pode-se falar em vários trunfos de José Eliton. Ao se filiar ao PSDB e se tornar integrante do círculo político de Marconi Perillo, carimbou seu passaporte para a disputa do governo em 2018.
Mas um de seus principais trunfos foi escapar da pecha de “vice-sombra”. Ao assumir a mais importante secretaria do Estado, a de Desenvolvimento Econômico, que engloba várias estruturas, da Indústria à Agricultura, o jovem mostrou que tem capacidade de gestão. Provou que é um gestor eficiente e, por isso, comanda alguns dos mais importantes programas do governo, como o Inova Goiás.
Ao mesmo tempo, indicando ser um articulador político eficiente, é um dos responsáveis pela reaproximação de Jovair Arantes com o governador Marconi Perillo. Pode-se dizer que José Eliton é o político ano.
O Jornal Opção ouviu seis líderes do PMDB de Goiânia e perguntou: “O PMDB vai romper oficialmente com o PT quando e por quê?” Todos responderam que o rompimento se dará em abril de 2016. “Nós sabemos que companheiros de jornada do partido dependem de cargos na prefeitura e, por isso, não vamos apressar o rompimento. Porém, como o PMDB não quer mais compor com o PT em Goiânia, o anúncio oficial do rompimento será feito em abril do próximo ano”, admite um deputado.
Outro peemedebista é peremptório: “O PMDB ‘elegeu’ Paulo Garcia para prefeito e agora quer retirar o PT do poder”. Um ex-vereador inquire: “Se o PT nacional, com seus múltiplos escândalos, vai derrotar seus principais candidatos nos Estados, por que nós vamos carregar o caixão do petismo?”
“O PT acabou em Goiânia. Está morto e enterrado, sobretudo devido à crise nacional. O PMDB quer se livrar do ‘karma’ negativo, mas precisa esperar os aliados que querem continuar na prefeitura”, afirma um deputado. “Não vamos sair da prefeitura agora porque ajudamos a eleger Paulo Garcia”, diz um quase-irista. O vice-prefeito Agenor Mariano garante que não renuncia ao cargo, mas está 100% rebelado com o prefeito Paulo Garcia.
O deputado federal Waldir Delegado Soares caminha para trocar o PSDB pelo Partido da Mulher Brasileira (PMB). Motivo: o parlamentar planeja disputar a Prefeitura de Goiânia e percebe que suas chances são mínimas se permanecer no PSDB. “Esclareço que, antes de tomar qualquer decisão, vou ter uma longa conversa com o governador Marconi Perillo. Ele quer conversar comigo e eu quero conversar com ele. Mas procede que, se a cúpula do PSDB barrar minha candidatura, com qualquer tipo de tática, saio e disputo mandato por outro partido”, sublinha Waldir Soares. “De fato, fui convidado para me filiar ao Partido da Mulher Brasileira, que me garante legenda para a disputa da Prefeitura de Goiânia. Mas ainda não tomei a decisão de mudar de partido. O Partido da Cidadania também me convidou. Se conseguir o registro, é provável que conquiste o apoio de pelo menos 40 parlamentares”, anota o delegado-deputado.
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Foto: Fernando Leite / Jornal Opção[/caption]
Tucanos insistem que Jayme Rincón deve ser candidato a prefeito de Goiânia. Eles dizem que o presidente da Agetop agrega, tem discurso afiado e assusta Iris Rezende.
Há quem aposte que, dada sua capacidade de articulação, Jayme Rincón seria uma espécie de governador Marconi Perillo para a capital.
Arquitetos e urbanistas apreciaram sua entrevista ao Jornal Opção na qual sublinha que, se fosse prefeito, teria coragem de enfrentar a especulação imobiliária. É um dos poucos que tem coragem de dar uma declaração firme e crítica a respeito dos que se consideram donos da cidade, às vezes à revelia das leis, ou mesmo criando leis para justificar a ilegalidade e a falta de legitimidade.
Supostamente açulado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), o deputado federal Beto Mansur está investigando o deputado Waldir Delegado Soares (PSDB). Beto Mansur alega que Waldir Soares está andando armado nas dependências da Câmara dos Deputados, em Brasília, e teria divulgado o “fato” para a imprensa nacional. Waldir Soares disse ao Jornal Opção que Beto Mansur está “equivocado”. “Não ando armado no Congresso Nacional. Na verdade, ando apenas com o coldre. Quando saio da Câmara dos Deputados, aí, sim, ando armado.” O delegado-deputado sublinha que, como prendeu vários bandidos e é um policial duro, precisa andar armado. “Mas, desde já, esclareço a Beto Mansur que, se pertenço à ‘bancada da bala’, não integro a ‘bancada da mala’.”
O nome de Frederico Jayme, chefe de gabinete do governador de Goiás, Marconi Perillo, voltou à baila para disputar a Prefeitura de Anápolis pelo PSDB. Ele tem forte apoio na cidade, tanto político quanto empresarial. Frederico Jayme tem uma capacidade de articulação política que Alexandre Baldy, que faz política por correspondência, não tem.
O vereador Fernando Cunha Neto (PSDB) também pôs seu nome à disposição para disputar a prefeitura anapolina. Embora ligado a Baldy, Fernando Cunha não percebe empolgação no aliado, que acredita que pode-se fazer política a distância.
Pré-candidato a prefeito de Goianira, Carlão Alberto de Oliveira, do PSDB, levou um baita susto na quarta-feira, 25, quando sua caminhonete Hilux (seminova) foi roubada na Avenida 85, em Goiânia. Um assaltante apontou uma arma para o motorista de Carlão Oliveira e levou o veículo. Nem ele nem o motorista reagiram.
Pré-candidato a prefeito de Goianira, o empresário Carlão Oliveira é ligado ao deputado federal Giuseppe Vecci (PSDB) e ao senador Wilder Morais (PP). Se eleito, uma de suas metas é abrir a caixa preta da gestão do prefeito Miller Assis (PSD).
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Reprodução/Facebook[/caption]
O prefeito de Goianira, Miller Assis, tentou ficar no PP, mas foi expurgado, de imediato, pelo senador Wilder Morais. A “nação” pepista ficou agradecida. O desgaste do prefeito agora é do PSD de Vilmar Rocha.
Wilder Morais mostra que é mais esperto, em termos políticos, do que a turma do PSD.
De um tucano de bico gigante: “É mais fácil o homem pisar no Sol do que Lourenço Filho (PTB) conseguir driblar a Justiça e disputar a Prefeitura de Uruaçu em 2016”. Lourenço Filho está inscrito na história como um dos piores prefeitos de Uruaçu.
O PHS recebe o pré-candidato Luiz Bittencourt, do PTB, na segunda-feira, às 19 horas, na Assembleia Legislativa, para o ciclo de debates “A Goiânia Que Eu Quero”. Ele foi convidado pelo presidente do partido na capital, Marcelo Augusto. “Iris Rezende e os nomes do PSDB e do PT ficam para o próximo ano”, afirma o ex-vereador goianiense. O presidente nacional do PHS, Eduardo Machado, participará do evento, assim como candidatos a vereador do partido.
O goiano Eurípedes Júnior disse a um aliado que nem que a vaca tussa em iídiche vai deixar a presidência nacional do Pros — sua galinha dos ovos de ouro. Eurípedes Júnior sabe que há uma conspiração entre deputados do Pros, supostamente articulada a partir do Palácio do Planalto, para derrubá-lo. Mas vai manter o controle do partido com mão de ferro. Como Eurípedes Júnior comprou um helicóptero, no valor de 2,4 milhões de reais, e um avião, deputados do Pros querem derrubá-lo com o apoio do Tribunal Superior Eleitoral. O dinheiro utilizado para adquirir as duas aeronaves é originário do Fundo Partidário. Deputados do Pros sugerem que Eurípedes Júnior usa o helicóptero para fins privados e não para fortalecer o partido. Em Brasília, pelo menos, há quem aposte que o goiano vai cair. Eduardo Machado, presidente nacional do PHS, sugere que não cai. “Ele tem o controle do partido.”
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Foto: Lailson Damasio[/caption]
O prefeito de Goiânia, Paulo Garcia (PT), e o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), têm conversado bem mais do que imaginam as cabeças iluminadas da política e da intelligentsia do Cerrado. A sintonia entre os dois políticos é cada vez mais fina. Quando conversam, as orelhas de Iris Rezende esquentam e ficam vermelhas... de raiva.
Uma coisa é certa: desde que se afastou de Iris Rezende, que não se revelou leal, a administração de Paulo Garcia deslanchou. “Iris dava e dá azar”, sintetiza um petista. “Só dá sorte para ele mesmo — quando dá.”
Iris Rezende só se refere a Paulo Garcia como “aquele marconista”.

