Os candidatos digitais que planejam substituir o prefeito analógico Iris Rezende em 2020

Profunda desconexão do emedebista com a cidade antecipa o debate sucessório de uma eleição que vai acontecer daqui a pouco mais de dois anos

Fotos: Montagem

Goiânia, embora precise de um prefeito digital, tem um prefeito analógico — Iris Rezende (MDB). Contando os dias para o fim de seu mandato, eleitores e políticos já especulam sobre sua sucessão — que irá ocorrer, daqui a dois anos, quatro meses e 21 dias, em outubro de 2020. Muito distante? Na verdade, é um pulinho. Vários nomes estão se colocando.

O PT pode importar o vereador de Anápolis Antônio Gomide para a disputa na capital — se a deputada Adriana Accorsi não emplacar.

O MDB tem dois nomes digitais, o deputado federal Daniel Vilela (se não for eleito para o governo) e Agenor Mariano, e um semidigital, Andrey Azeredo (que dizem ter o cérebro “possuído” por Iris Rezende). Com mais uns dois ou três, são o futuro do emedebismo.

O PSDB tem Rafael Louza, Thiago Albernaz, Cristina Lopes e José Vitti (se não desistir de vez da política). Todos são da geração digital. Da geração analógica, o tucanato apresenta Anselmo Pessoa.

O PSD tem três nomes: Francisco Júnior, Thiago Peixoto e Lucas Calil — que são digitais. Como disputou em 2016, com participação tida como inovadora, o primeiro é o mais cotado do partido.

O PP tem dois nomes: Alexandre Baldy e Vanderlan Cardoso. Embora não tenha feito boa figuração nas últimas três eleições, para o governo e para a Prefeitura de Goiânia — configurando-se como “perdedor” —, Vanderlan Cardoso é o nome mais consolidado do partido. É um meio termo entre o analógico e o digital. Já o ministro é da corrente digital.

O PSL tende a bancar o delegado Waldir Soares, deputado federal campeão de votos em 2014, mas que obteve votação decepcionante para prefeito em 2016. Se Jair Bolsonaro for eleito presidente da República, passa a ser um nome consistente. É tão analógico quanto digital. Não pode ser subestimado.

O PRP pode bancar o vereador Jorge Kajuru, um nome que, em Goiânia, é forte e consolidado. É da geração digital.

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leonardo velasco

Falta combinar com o eleitorado de Goiânia que há apenas 2 anos elegeu um analógico retrogrado e ineficaz.

Luciano Almeida

Iris está mais para ilógico: incoerente, incongruente, ridículo!