Os aliados Ronaldo Dimas e Eduardo Gomes podem se enfrentar pelo governo do Tocantins

O Grupo do Bem aposta na candidatura de Ataídes Oliveira, mas, para derrotar Mauro Carlesse e Eduardo Gomes, pode bancar o ex-prefeito de Araguaína

O chamado Grupo do Bem — composto pelo ex-senador Ataídes Oliveira, pelo ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha e pelo ex-prefeito de Gurupi Laurez Moreira — pode bancar o ex-prefeito de Araguaína Ronaldo Dimas (Podemos) para governador do Tocantins em 2022? No momento, o jogo é outro: o nome mais forte do grupo é o empresário Ataídes Oliveira, do Pros.

Entretanto, no caso de Ronaldo Dimas se afastar, em caráter definitivo, do chamado Grupo do Mal — liderado pelo senador Eduardo Gomes, do MDB, e pelo governador Mauro Carlesse, do PSL —, é provável que o Grupo do Bem possa apoiá-lo.

Eduardo Gomes e Ronaldo Dimas: aliados ma non troppo | Fotos: Divulgação

Mas não há nada certo. Até porque, até o momento, o principal aliado de Ronaldo Dimas é Eduardo Gomes, que é aliado de Mauro Carlesse. Há quem postule que Eduardo Gomes vai disputar o governo e com Mauro Carlesse na chapa majoritária, como candidato a senador. Como o governador e Ronaldo Dimas não se dão — dada a seriedade do ex-prefeito de Araguaína —, se Eduardo Gomes fechar com Mauro Carlesse, o líder do Podemos estará fora do escopo da aliança.

Marcelo Miranda: no páreo para o governo ou para o Senado | Foto: Divulgação

Comenta-se que Eduardo Gomes levou recursos financeiros para várias prefeituras, viabilizando-as, por isso estaria forte para o governo. Pode até ser, mas, no momento, os dois políticos mais bem posicionados para o governo são Marcelo Miranda, do MDB, e Ronaldo Dimas. Marcelo Miranda é cotado para disputar mandato de senador, e também lidera as pesquisas de intenção de voto. O problema é que não se sabe se, ganhando, leva — dados seus “eternos” problemas judiciais.

Ataíde Oliveira, ex-senador e líder do Pros: o mais duro crítico dos desmandos do governo de Mauro Carlesse no Estado do Tocantins| Foto: Senado

O grupo do senador Irajá Abreu, do PSD, pode bancar o empresário Edson Tabocão — dono de 25 postos de gasolina e dez fazendas. Ele também é cotado para ser o suplente da senadora Kátia Abreu (PP) — se ela não for para o Tribunal de Contas da União (TCU) e optar pela disputa da reeleição. Numa pesquisa, ela figura em segundo lugar, atrás apenas de Marcelo Miranda.

Paulo Mourão e Lula da Silva | Foto: Divulgação

Se Mauro Carlesse deixar o governo, o vice Wanderlei Barbosa (sem partido) assumirá o governo e será candidato à reeleição.

Wanderlei Barbosa quer ser candidato | Foto: Divulgação

O PT deve bancar a candidatura do ex-deputado federal e ex-prefeito de Porto Nacional Paulo Mourão. Porém, se um dos candidatos abrir palanque para Lula da Silva no Estado, há a possibilidade de o PT apoiá-lo. Porque a orientação do PT nacional é para fortalecer, acima de tudo, a candidatura do petista à Presidência da República.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.