Tendem a ser candidatos Gustavo Mendanha, do Patriota, Marconi Perillo, do PSDB, e Wolmir Amado (ou José Eliton), do PT

No início deste ano, o tucanato postulava uma união geral das oposições — com Gustavo Mendanha, Marconi Perillo, Wolmir Amado e José Eliton. Seria lançado apenas um candidato a governador. Porém, a tática mudou. Agora querem lançar ao menos três candidatos: Perillo, Mendanha e Wolmir Amado (ou José Eliton).

Os marconistas concluíram que, filiado ao Patriota, Mendanha irá para uma disputa solo, sem o apoio de grandes partidos. Porém, avaliam que o pré-candidato de Aparecida estaria “derretendo”, ou seja, não estaria empolgando os eleitores em todo o Estado. Por isso há uma brecha para um candidato mais conhecido e com um histórico mais amplo, isto é, Perillo, que foi governador quatro vezes e uma vez senador. O tucanato avalia que Mendanha não conseguiu nem conseguirá encorpar sua aliança.

O fato é que Perillo procurou Mendanha para uma composição. Ele sairia candidato a senador, e o ex-prefeito de Aparecida iria a governador. No entanto, o projeto de aliança foi barrado pelo presidente regional do Patriota, Jorcelino Braga. Há quem postule que há um problema pessoal entre Braga e Perillo, e há mesmo: o ex-governador teria “perseguido” o empresário e marqueteiro. O contencioso pessoal conta em parte, mas o que aliados de Braga dizem é outra coisa: eles temem que um candidato novo, ainda sem muito desgaste, como Mendanha, seja contaminado pelo desgaste de Perillo e de seu grupo político (Jayme Rincon e Luiz Alberto Bambu). Por isso há a recomendação de que o postulante do Patriota fique longe do político do PSDB.

O PSB e o PT decidiram não se federar, o que gerou uma crise em determinados Estados. Em Goiás, as relações entre José Eliton, do PSB, e o PT de Kátia Maria e Rubens Otoni são positivas. Mas o petismo quer verificar se Eliton pode colaborar para fortalecer as candidaturas a deputado federal e estadual e a de Lula da Silva a presidente da República em Goiás. Ele é avaliado como “fraco”, eleitoralmente, mas a aliança com o PSB não está descartada. “É melhor ficar com Zé Eliton do que sem nada”, afirma um petista.

Na semana passada, dois petistas disseram a um repórter do jornal que Wolmir Amado, que estaria “empolgado”, é um candidato mais consistente a governador do que José Eliton. “Primeiro, Wolmir é muito bem avaliado na sociedade, por ter sido reitor da PUC-Goiás. Segundo, seu nome jamais foi envolvido em escândalos.”

Discordâncias à parte, as oposições avaliam que, para tentar evitar que o governador Ronaldo Caiado seja reeleito no primeiro turno, é preciso lançar ao menos três candidatos: Perillo, Mendanha e Wolmir (ou Eliton). Se o segundo turno for garantido, aí todos se unirão em torno do candidato anti-governo.