Onda de Haddad-Lula pode levar Kátia Maria a garantir segundo turno em Goiás

Se José Eliton, Daniel Vilela, do MDB, e Kátia Maria crescerem, cada um, 4,6%, conseguindo igualar o índice do democrata, se terá segundo turno em Goiás

Divulgação

O PT é um celeiro de quadros. Dada a crise nacional, fica-se com a impressão de que o partido é uma “escola de bandidagem”. Mas não é um fato. Em Goiás, com um ou outro percalço, o petismo é limpo e tem quadros capazes — como Pedro Wilson, Marina Sant’Anna, Ceser Donisete Pereira, Adriana Accorsi, Antônio Gomide, Rubens Otoni, Olavo Noleto e, finalmente, Kátia Maria.

Kátia Maria, com seu nome duplo e o português escorreito — ninguém fala tão bem, nesta campanha, e sem impostação de voz (há candidatos que parecem radialistas pré-Bossa Nova) —, é uma das surpresas positivas destas eleições. Não deve ganhar, por falta de estrutura e desgaste do PT. Mas consegue reposicionar o partido e trabalhar para o seu candidato a presidente da República, Fernando Haddad.

Por onde passa, Kátia Maria é saudada como “a moça do Lula”. Com base neste comportamento popular, o PT aposta que a candidata, se surfar na onda Lula da Silva-Fernando Haddad (este já é o segundo colocado nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Jair Bolsonaro, do PSL), pode ser a peça para garantir o segundo turno em Goiás.
No caso de o segundo turno para presidente ser disputado entre Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o que se espera é que Ronaldo Caiado, candidato a governador pelo DEM, fique com o postulante do PSL. Se depender de Fernando Henrique Cardoso, o PSDB fica com o petista — o que pode ser decisivo tanto para a vitória deste quanto também, no caso de vitória, para a futura governabilidade.

Kátia Maria, no momento, é implacável com o governador José Eliton — o que fortalece a candidatura de Ronaldo Caiado. Há quem, no próprio PT, recomende que centre fogo no rival ideológico histórico do petismo, o senador do DEM — pensando tanto num segundo turno em Goiás quanto no país.

Pesquisa do Ibope mostra Ronaldo Caiado 14% na frente de todos os candidatos — o que lhe garante vitória no primeiro turno. A diferença é considerável, mas não é instransponível. Se José Eliton, do PSDB, Daniel Vilela, do MDB, e Kátia Maria crescerem, cada um, 4,6%, conseguindo igualar o índice do democrata, se terá segundo turno. Difícil? Pode ser. Mas não impossível.

 

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