Objetivo é isolar Ronaldo Caiado de tal forma que tenha de apoiar o candidato do PMDB ao governo

Peemedebistas apostam que o senador não disputará o governo e, ao final, indicará o vice do candidato peemedebista ou um postulante a senador

Ronaldo Caiado, Maguito Vilela, Daniel Vilela e José Nelto: nos bastidores, há um certo mal-estar entre o senador e os três peemedebistas; publicamente, as críticas são mais amenas

Não é típico do senador Ronaldo Caiado, do DEM, pressionar aliados para apoiá-lo. Mas é provável que tenha acreditado, ao menos por algum tempo, que o PMDB o apoiaria para governador de Goiás, sobretudo por ter bancado o peemedebista Iris Rezende para governador em 2014 e para prefeito de Goiânia em 2016. Procede que o prefeito da capital tem simpatia pelo senador democrata, que avalia como um político posicionado e que cumpre acordos, mas não tem como apoiá-lo para governador, se o PMDB apresentar candidato, e se, sobretudo, este candidato for consistente — como o ex-governador Maguito Vilela ou o deputado federal Daniel Vilela. O irismo ortodoxo gostaria que o senador se filiasse ao PMDB para disputar o governo, mas ele já frisou que vai permanecer no DEM — até porque já percebeu que, naquele partido, a defesa, o meio-campo e o ataque estão congestionados, e com dois “jogadores” que não podem ser considerados fracos e, principalmente, porque eles, os Vilelas, detêm o controle do partido no Estado, ainda que não em Goiânia.

Na semana passada, dois deputados peemedebistas se manifestaram de modo peremptório: o PMDB terá candidato a governador — Maguito Vilela ou Daniel Vilela — e não será Ronaldo Caiado. Eles sugeriram, inclusive, que, como o PMDB foi o “principal responsável pela vitória do democrata para o Senado”, ele deveria, para provar “descortino e lealdade”, apoiar um dos Vilelas para governador. “Seria uma prova de gratidão e respeito ao partido que o ajudou a se eleger. Sem o PMDB, Ronaldo Caiado teria sido derrotado por Vilmar Rocha. Nós tivemos de carregá-lo, porque, eleitoralmente, é muito pesado. O que nós descobrimos, durante a campanha de 2014, é que ele não tem bases político-eleitorais no interior. Nossas bases foram suas bases”, afirma um deputado estadual.

Político de rara firmeza, Ronaldo Caiado tem sugerido que disputará o governo de Goiás. Mas os deputados peemedebistas apostam que o democrata está apenas “tencionando” e que, ao final do processo, “vai acabar compondo e apoiando o candidato do PMDB a governador”. Os parlamentares sublinham que “não há espaço para terceira via em Goiás”. Eles frisam que a tendência é a polarização entre o candidato do governo, José Eliton, do PSDB, e o candidato do PMDB, Maguito Vilela ou Daniel Vilela. “Quem se meter no meio dos dois postulantes, seja senador ou não, será atropelado.”

Os deputados sugerem que, se não apoiar um dos Vilelas no primeiro turno, Ronaldo Caiado “terá de fazê-lo no segundo turno”. Os parlamentares declaram que o senador pode indicar um dos candidatos a senador ou então o postulante a vice. “Ronaldo Caiado é bem-vindo no grupo que vai bancar a candidatura de um peemedebista para o governo. Portanto, o quanto antes se aproximar de nós, melhor para todos.” O que eles estão sugerindo é que uma aliança definida mais cedo seria positiva para evitar arestas políticas. Um deles afirma que as críticas feitas pelo senador ao deputado estadual José Nelto “não agradaram a cúpula do PMDB”.

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Denis Robson

Quem os três patetas pensam que são? Para tentar isolar Ronaldo Caiado? kkkkk