O prefeito Roberto Naves está com a faca e o queijo nas mãos em Anápolis

Apontado como gestor eficiente, com uma ampla aliança política, o postulante do Progressistas é o favorito na Manchester goiana

O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), tinha, a rigor, tão-somente um grande adversário em Anápolis — o deputado estadual Antônio Gomide, do PT. Na semana passada, como o Jornal Opção anunciou em primeira mão, o petista disse que, devido a problemas de saúde, não disputará a eleição.

Roberto Naves: a primeira via da política de Anápolis | Foto: Divulgação

Sendo assim, Roberto Naves passa à condição de favorito absoluto. É a primeira via. Por vários motivos. Apresentemos três.

Primeiro, faz uma gestão de qualidade, com realizações em vários campos. Ele modernizou a máquina pública, paga os funcionários públicos e fornecedores em dia e atraiu indústrias para o município — gerando novos empregos e com renda mais qualificadada. Na questão da pandemia, trabalhou, de maneira intensa, para reduzir os danos, em termos de saúde e economia.

Professora Geli: a pré-candidata precisa do PT, mas o PT a atrapalha | Foto: Reprodução

Segundo, é um articulador político de primeira linha, congregando uma ampla aliança política. Os candidatos a vereador mais consolidados da cidade, segundo seus aliados, estão ao seu lado. A sua estrutura de campanha não será a de um exército, e sim de vários exércitos.

Terceiro, sem Gomide no páreo, Roberto Naves não tem mais, em termos eleitorais, um candidato à sua altura.

A vereadora Professora Geli (Maria Geli Sanches), de 59 anos, é uma política respeitada. Mas não tem a capilaridade eleitoral de Gomide. O eleitorado anapolino não tem simpatia pelo PT, e mal considera que Gomide é petista, daí sua popularidade. Professora Geli, pelo contrário, por não ter um nome consolidado, precisa muito do Partido dos Trabalhadores, ou seja, de quem não tem condições de ajudá-la em larga escala. Com problemas de saúde, Gomide pouco participará da campanha.

Márcio Corrêa: a aposta do MDB precisa superar Professora Geli | Foto: Divulgação do MDB

O pré-candidato do MDB, o empresário e dentista Márcio Corrêa, está montando uma estrutura sólida, conta com bons candidatos a vereador, mas não tem a experiência de Roberto Naves na costura política. Não está consolidado, mas, se Professora Geli brincar em serviço, tende a saltar para o segundo lugar, senão agora, durante a campanha.

José de Lima, do Patriota, João Gomes, do PSDB, Valeriano Abreu, do PSL, Humberto Evangelista, do PSD, e Cândido Filho, do Podemos, correm por fora.

A tendência mesmo é que a polarização se dê, pelo quadro atual, entre Roberto Naves e Professora Geli. A missão de Márcio Corrêa, bancado por Daniel Vilela — de quem é amigo, e não apenas aliado —, é tentar retirar a vereadora do páreo. No momento, é sua principal adversária.

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