Marconi Perillo, que já foi preso pela Polícia Federal, e Eliane Pinheiro são os coordenadores da campanha de Lêda Borges

Comenta-se, entre tucanos, que a deputada Lêda Borges não tem a mínima vontade de disputar a Prefeitura de Valparaíso. Aos aliados, admite que será candidata porque está sendo pressionada pelo ex-governador Marconi Perillo, principal coordenador de sua pré-campanha (consta que estaria pagando seu marketing político). Ligada ao empresário Carlos Cachoeira, a ex-deputada estadual Eliane Pinheiro — amiga de Lêda Borges — também deve participar de sua campanha, como indicação do tucano-chefe.

Pábio Mossoró, prefeito de Valparaíso:  favorito para a reeleição, segundo pesquisa do instituto Real Big Data | Foto: Fernando Leite/Jornal Opção

Mas Lêda Borges finalmente percebeu que o prefeito Pábio Mossoró, do MDB, tem luz própria e conseguiu montar uma estrutura com musculatura altamente resistente. O prefeito conquistou, recentemente, o apoio do governador Ronaldo Caiado. Já Lêda Borges não conseguiu o apoio de nenhum político consistente. O que se comenta é que “a deputada briga com todo mundo”.

Se perder a eleição para prefeita, Lêda Borges terá dificuldade de se reeleger deputada estadual em 2022. Por dois motivos. Primeiro, não terá o apoio de Pábio Mossoró — ao contrário, o terá na campanha de outro candidato a deputado estadual. Segundo, como a parlamentar vai pedir votos nas outras cidades do Entorno se, em 2020, disputou a prefeitura, deixando seus aliados ao léu? A parlamentar está numa encruzilhada.